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7 coisas imperdíveis para fazer no Chile

Chile ou “chilli“ em Mapudungun (língua dos Mapuches) significa “o lugar onde termina a terra”. São 4.300 km de extensão de um território “espremido” entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes. Terra dos Mapuches e dos poetas Pablo Neruda e Gabriela Mistral ambos premiados com o Nobel de literatura. Terra do Atacama, o deserto mais seco do mundo e da Patagônia, o paraíso austral. Para viajantes brasileiros o Chile é um destino mais que obrigatório e este post tem o desafio de trazer o supra sumo do turismo chileno. Segue a lista das 7 coisas imperdíveis para fazer no Chile.

1 – Fazer um trekking em Torres Del Paine.

O Parque Nacional de Torres del Paine é um dos principais destinos de trekking na América do Sul e está localizado na região de Magalhães ao sul da Patagônia chilena. Em suas trilhas o viajante encontrará o que a há de melhor na Patagônia chilena. Lagos, rios, cascatas, glaciares e as mundialmente conhecidas Torres del Paine, as famosas três torres gigantes de granito.
Puerto Natales é a cidade base para quem for visitar o parque que fica aberto o ano inteiro.  Neste link há um guia completo sobre como se preparar e fazer o chamado Circuito Grande, e neste outro há informações sobre o Circuito W.

Salto Grande e Los Cuernos ao fundo - Foto: Jean-François

Salto Grande e Los Cuernos ao fundo – Foto: Jean-François

 

Mirante das Torres - Foto: Frank Kehren

Mirante das Torres – Foto: Frank Kehren

 

2 – Ver estrelas no Deserto do Atacama

O deserto mais alto e mais árido do mundo é considerado um dos melhores céus para observação astronômica no hemisfério sul. O Atacama é ótima opção para quem gosta de fotografia noturna ou astronômica e além do céu perfeito, a região possui inúmeras atrações.  Neste post aqui enumeramos as 14 coisas pra fazer em San Pedro de Atacama e arredores. Se você gosta de observação noturna confira também o post sobre os 5 destinos para observar o céu na América do Sul.

O céu do Atacama e quatro antenas do projeto ALMA - Foto: Projeto ALMA

O céu do Atacama e quatro antenas do projeto ALMA – Foto: Projeto ALMA

 

Laguna Miscanti - Foto: Felipe Ascencio

Laguna Miscanti – Foto: Felipe Ascencio

 

3 – Subir o Vulcão Villarrica

O Villarrica ou Rucapillán (“casa do demônio” na língua mapuche) é um dos mais ativos vulcões de todo o Chile. Uma de suas últimas erupções ocorridas no dia 03 de março de 2015 renderam um espetáculo de belas fotos publicadas por jornais, revistas e sites de todo o mundo. O trekking de subida do Vulcão, que permanece coberto por neve durante todo o ano, leva em média 5 horas e é considerado de dificuldade média exigindo um mínimo de preparo físico.  A cidade base para visitação é Pucón, que também é considerada uma atração a parte por seu charme e sua ótima infra estrutura.   Além do vulcão, a região possui diversas ótimas atrações que você pode conferir no Mochileiros.com nos posts Vulcão Villa Rica e Pucón – Guia de Informações e no Vulcão Villarrica : Perguntas e Respostas.

O Villarrica visto a partir da cidade de Pucón - Foto: Cristian Alcázar C.

O Villarrica visto a partir da cidade de Pucón – Foto: Cristian Alcázar C.

 

Cratera do vulcão Villarrica - Foto: Asta Skjervoy

Cratera do vulcão Villarrica – Foto: Asta Skjervoy

 

4 – Fazer o Trekking Dientes de Navarino

A Isla Navarino localizada entre a Ilha Grande da Terra do Fogo e o Cabo Horn faz parte da comuna de Cabo de Hornos, a porção de terra mais próxima ao continente antártico. A parte ocidental desta comuna compreende o Parque Nacional Alberto de Agostini, com numerosas ilhas, canais, fiordes e geleiras e a sul, nas ilhas Wollaston, se encontra o Parque Nacional Cabo de Hornos.

É no território desta região do “fim do mundo” que é feito o trekking que leva em torno de 5 a 7 dias de caminhadas no circuito em torno das formações rochosas conhecidas como “Dientes de Navarino”. A trilha passa por picos conhecidos como o Cerro Clem e o Montes Lindenmayer entre outras inúmeras atrações naturais.  Um ótimo guia em PDF produzido pelo Ministério de Bienes Nacionales pode ser baixado aqui: Ruta-Patrimonial-Navarino-2015

Trekking Dientes de Navarino - Foto: Jack Brawer

Trekking Dientes de Navarino – Foto: Jack Brauer

Los Dientes de Navarino - Foto: Jack Brawer

Los Dientes de Navarino – Foto: Jack Brauer

Mais fotos deste trekking você pode conferir no blog do Montanhista e fotógrafo Jack Brauer

5 – Visitar o Glaciar San Rafael

O Glaciar San Rafael é um dos maiores glaciares da Patagônia e as águas de seu desgelo alimentam a laguna San Rafael. Ambos fazem parte do Parque Nacional Laguna San Rafael, o maior da região de Aysén. Neste parque, encontra-se o cume mais alto dos Andes austrais, o Monte San Valentín com seus 4.058 metros. O parque é o habitat de diversas aves marinhas e terrestres, como o albatroz de sobrancelha, o pato huala, o cisne de pescoço negro e o corvo marinho de faces brancas, entre muitos outros. Também é possível encontrar o golfinho de commerson, o leão-marinho, a lontra do-mar e alguns elefantes marinhos.

O preço do cruzeiro de 2 ou mais dias em grandes embarcações é bastante salgado, não sai por menos de US$ 3.000, mas é possível fazer uma tour full day com embarcações menores incluindo alimentação por US$ 250 . Uma das empresas que fazem esse serviço é a Río Exploradores ( http://www.exploradores-sanrafael.cl/)

Foto: Cristián Aguirre

Glaciar San Rafael – Foto: Cristián Aguirre

 

O Glaciar e a Laguna San Rafael - Foto Wikimedia Commons

O Glaciar e a Laguna San Rafael – Foto: Wikimedia Commons

6 – Fazer um Rafting no Rio Futaleufú

Pequena e cercada por montanhas, a pacata Futaleufu ainda não entrou na lista dos destinos mais visitados do Chile e isso pode durar pouco. Se você quer conhecer “algo diferente” e “fora da rota”, esse será seu lugar. O vilarejo leva o nome do rio que é a principal atração da região, um dos mais belos da América do Sul e um dos principais destinos para a prática de Rafting do Chile.

Os viajantes fabricionn  e Joao Paulo CP passaram por lá e deixaram relatos no Mochileiros.com que você pode conferir aqui e aqui.

Rafting no Rio Futaleufu

Rafting no Rio Futaleufu – Foto: Momentum River Expeditions

As curvas do vale do Rio Futaleufu - Foto: Hardie Truesdale

As curvas do vale do Rio Futaleufu – Foto: Hardie Truesdale

 

7 – Conhecer a Ilha de Páscoa

Depois de Machu Picchu, talvez a Ilha de Páscoa seja o local que mais alimente a narrativa de mistério e aventura dos corações e mentes mochileiros latino americanos. Com suas estátuas gigantes de rocha vulcânica, os chamados “Moais”, a ilha que fica a 3.700 km de distância da costa oeste do litoral chileno é visitada por milhares de viajantes todos os anos.
De acordo com os estudos do geógrafo norte americano Jared Diamond, há evidências de que os antigos moradores da ilha, a Civilização Rapanui, fossem típicos polinésios, vindos da Ásia.  A ilha que hoje possui menos de 4.000 habitantes em seu auge civilizatório chegou a abrigar mais de 15.000 pessoas nos seus poucos 163 km².  Em seu livro “Colapso” publicado em 2005, Diamond descreveu Rapa Nui como “o exemplo mais claro de uma sociedade que se autodestruiu ao explorar demais os próprios recursos”.  Rapa Nui, que significa Ilha Grande, foi descoberta pelos espanhóis em um domingo de páscoa no ano de 1722. Para muito além de seus mistérios, Rapa Nui também é um olhar distópico sobre o futuro de toda a humanidade.

A melhor maneira de visitar a ilha é de avião. Os voos partem de Santiago.  A alta temporada, quando os preços são mais altos, é de Janeiro até março. A altíssima ocorre em Fevereiro durante o Tapati Rapa Nui Festival.

Moais, também conhecidas como Cabeças da Ilha de Páscoa é o nome que designa as mais de 887 estátuas gigantescas de pedra espalhadas pela Ilha. Foto: Babak Fakhamzadeh

Moais, também conhecidas como Cabeças da Ilha de Páscoa é o nome que designa as mais de 887 estátuas gigantescas de pedra espalhadas pela Ilha. Foto: Babak Fakhamzadeh

Vista Aérea da Ilha de Páscoa - Foto: Chile Travel

Vista Aérea da Ilha de Páscoa – Foto: Chile Travel

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