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A Importância da Meditação para o Aventureiro


Fala galera, aqui é o Sandor do Blog Desbravando com mais um texto lá do blog para compartilhar com vocês a importância da meditação para o aventureiro. Espero que gostem!

Pare e respire. As árvores estão balançando com o vento, a água está cristalina, a montanha encanta seus olhos com um visual que te deixa sem palavras, te deixa sem reação e sem movimento.  Agora feche os olhos, sente-se e sinta. A areia na sua perna, as folhas molhadas, o frio do vento cortante parece te atravessar e o canto dos pássaros bem ao fundo chamam sua atenção. E você está “vendo” tudo isso com os olhos fechados.

Um lugar não é só lindo pela beleza física, mas principalmente pela energia que ele te faz sentir. A vista encanta os seus olhos, mas o vento, os sons, as sensações, o sentimento e a vida ao redor também fazem parte do lugar e você deve prestar atenção. Se já chegou ali, absorva tudo o que aquele lugar especial tem de oferecer.  Fique quieto e absorva.

Montanhista meditando nos Himalaias – Foto: Alicenerr

Você se deparou com um lago maravilhoso e instantaneamente pega a câmera para um click daquele lugar inesquecível. Não, não faça isso. É ótimo tirar fotos e registrar os momentos, mas acredite em mim, elas vão ficar muito melhores se você simplesmente parar, observar, absorver e entender o ambiente primeiro. Somente com o tempo você vai conseguir perceber as luzes, os ângulos, os detalhes, o vento e as condições. Mas para isso, primeiro pare.

Meditar nada mais é que um estado calmo de alerta, pura concentração e mente limpa. Não pensar em nada, aquietar a mente não é muito fácil de início, mas vale muito a pena. Não seria muito melhor você chegar a um lugar e estar simplesmente ali? Simplesmente sentir o lugar e nada mais? Sem devaneios, pensamentos, preocupações e cansaço? Você e o lugar, apenas.

Jovem medita nas montanhas de Bali – Foto: Boiarkina Marina

Vejo que a meditação muito tem a ver com o aventureiro, porque este busca liberdade quando sai em sua jornada na busca de novos lugares, mas principalmente em busca do autoconhecimento. Os lugares são maravilhosos, mas toda a experiência da viagem conta para você, porque você está se descobrindo durante todo o percurso. E a meditação proporciona a liberdade interior de si mesmo. Sem preocupações e devaneios, você está simplesmente com você, livre da inquietude de sua mente ansiosa e urbana.

E não pense que você tem que ser um Buda ou um mestre tibetano da arte de controle mental. Se você entendeu a importância da meditação, basta seguir um dos métodos que achar mais conveniente. Alguns pequenos passos já podem te colocar no caminho para absorver todos os componentes de um ambiente.

A Meditação do Aventureiro

Foto: Rodrigo Kristensen

Antes de tudo, tire o preconceito de que você tem de ficar horas tentando meditar e lutando contra sua mente inquieta. Não é assim, a meditação e concentração é uma questão de tempo e prática e se não conseguiu na vez que tentou, simplesmente deixe para outro dia.

Sente-se num lugar calmo que você possa observar o lugar em que está. Sente-se confortavelmente e não obrigatoriamente em posição de lótus, pois isso fica a seu critério, mas mantenha a coluna ereta.

Pare e respire normalmente. Observe o ar entrando e saindo dos seus pulmões, mas não controle a respiração, deixe-a agir normalmente. Agora observe o lugar calmamente sem mover a cabeça de um lado para o outro, observe apenas a área que seu olhar está direcionado. Observou? Agora feche os olhos.

Fechar os olhos obriga sua mente a entrar num estado de alerta de prestar atenção em todos os outros sentidos possíveis, seja o cheiro, o tato ou a audição. Ouça o que você não conseguia ouvir antes, você vai se surpreender. Apenas observe.

Foto: Max Petrov

Meditar é observar, vigiar. Se pensamentos insistem em entrar na sua mente, deixe-os ir, não force. Não preste atenção neles, apenas deixe que eles venham e vão, pois todos eles irão embora depois de um tempo. Apenas ouça, sinta, cheire, observe com os olhos fechados. Depois de uns minutos, abra os olhos. É inegável sentir a conexão da sua respiração com o lugar, pois afinal vocês estão conectados pelo ar que estão compartilhando. Vocês dois são um só e você não está apenas visitando o lugar, você está fazendo parte dele. Agora levante-se, se jogue no mar, se jogue na neve, na cachoeira, no lago ou caminhe com a mente muito mais quieta.

Acredite em mim, você estará realmente presente.

  • Algumas considerações:
  1. Nem sempre é possível, mas prefira usar roupas confortáveis;
  2. Apenas 15 minutos já são suficientes;
  3. Sentar de pernas cruzadas com a coluna ereta é ótimo, mas se não for possível, não tem problema;
  4. Se for praticar em casa, faça todo o processo com os olhos fechados para melhores resultados.

Em breve, farei um artigo com mais métodos de meditação para você escolher o que melhor se encaixa na sua personalidade e no seu estilo de viagem. Já estou montando um material específico para quem medita ao ar livre em viagens ou locais perto de casa, já que meditar também é desbravar.

É isso, galera. Se gostaram desse texto, peço humildemente que curtam a Página do Desbravando no Facebook que me ajuda bastante!

Evoluam, até a próxima!

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