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Amigos vendem pela internet e eles mesmos entregam pelo Brasil


O Eco Durismo é um canal do youtube que dá dicas de como viajar com pouca grana ou totalmente de graça, baseado nas viagens de um casal que roda as estradas numa Kombi 1971. Só que dessa vez foi um pouco diferente… não teve nem o casal e nem a Kombi… a viagem dessa vez foi realizada pela dupla de amigos Thiago e Livio, em uma Fiat Strada e os dois percorreram cerca de 3000Km, do Rio de Janeiro até o interior do Paraná e sem gastar absolutamente nada com hospedagem e gasolina, e ainda receberam uma merrequinha no final.

Não se trata de algum patrocínio ou projeto específico. Trata-se apenas de uma boa ideia e na hora certa. Os dois simplesmente anunciaram algumas velharias que não estavam sendo mais úteis, e propuseram aos compradores de pagarem pelo frete que eles mesmos poderiam fazer. Obviamente que nada foi fácil, até chegar um comprador da cidade de Araucária – PR que se interessou por dois bancos de Kombi que tínhamos e topou pagar o frete de ida e volta, já que pelo tamanho da tralha, nem os correios levariam.

Pronto, a primeira etapa do planejamento estava concluída: o destino seria o Paraná. Agora restava  definir o roteiro, e calculamos uma semana entre Rio, o litoral paulista e o interior do Paraná.

A principio havíamos calculado percorrer cerca de 1400km, ida e volta para concluir a viagem, mas seguindo o padrão Eco Durismo de planejamento, nem tudo sai como planejamos e rodamos quase 3000Km no total, e incrivelmente a gasolina deu certinho. Deus ajuda os duros, só pode!

Enfim, nesse formato que demos início a nossa viagem. Saimos do Rio numa segunda feira carregados de mochilas, barraca, fogareiro e outras tralhas sentido Paraty, onde se encontravam os bancos da Kombi que sustentariam nossa trip. Apenas algumas paradas na BR101 pra curtir o visual e tirar umas fotos, pegamos os bancos, os colocamos na caçamba e seguimos descendo até nossas primeiras paradas.

1 – Primeira parada – Praia de Santiago – SP

Após alguns Km rodados e poucas paradas na estrada, chegamos finalmente a nosso primeiro pit stop no litoral paulista. A praia de Santiago é um local bem calmo na baixa temporada, localizada no Município de São Sebastião e fica bem próxima a badalada praia de Maresias. Ali resolvemos passar a primeira noite.

Montamos nosso acampamento e demos uma explorada na praia, totalmente deserta. No final da tarde uma chegada até Maresias para bater um rango e uma cerva (ops… uma breja)!!!

Onde ficar: Fomos recebidos pelo Cacau Camping & Bar, localizado literalmente na areia da praia de Santiago, num ambiente bem familiar e a estrutura necessária pra quem tá acostumado a acampar: Banheiros, pontos de luz e chuveiros quentes. No camping rola uma bar de frente pro mar com bebidas e lanches também.

Onde comer – Apesar de termos levado nosso fogareiro, como receberíamos uma merreca pela viagem, acabamos ostentando nos PF’s e comemos todos os dias na rua.

E também pra quem sai do RJ pra qualquer outro lugar no Brasil, percebe claramente que os preços são absurdamente mais baixos que as cidades cariocas.

Logo ao chegar na Praia de Maresias, próximo ao posto de gasolina, há um restaurante sem nome, mas com uma placa enorme na entrada: Pratos Triviais a R$ 11,00 e fomos conferir.

Trata-se de um belo PF em que se pode escolher entre frango, carne e peixe. Ficamos com a última opção.

2 – Segunda parada – Morretes – PR

Após sairmos de Santiago, decidimos dirigir cerca de 500km direto até a pequena Morretes, no Paraná e isso levaria cerca de 5h a 6h de viagem, se não tivéssemos nos perdidos na altura da cidade de Barra do Turvo em SP, e o GPS nos direcionou a uma estrada de terra de cerca de 60Km.

Saimos vivos de lá, mas com pelo menos mais 3h de viagem e chegamos a Morretes quase madrugada já. Uma cidadezinha desse porte e nesse horário, num dia de semana. Óbviamente não encontraríamos lugar nenhum pra dormir e decidimos parar o carro num lugar mais tranquilo e ali mesmo montar acampamento, e assim o fizemos. No dia seguinte encontramos o Recanto Dona Amélia, com área de camping e ali passamos mais uma noite.

Morretes é uma cidadezinha pequena, mas com muitas opções de lazer. O caminho de Itapuva oferece um contato direto com a natureza, com trilhas, cachoeiras e uma fauna e flora bem rica.

O centro é bem simpático, com igrejas e opções de restaurantes e barzinhos.

Pra quem tiver mais tempo e grana, o passeio de trem até Curitiba pode ser também mais uma oçpão da cidade.

Onde ficar: Acampamos no Recanto Dona Amélia. A família é bem receptiva e comunicativa, e possui na verdade duas propriedades na cidade: O camping (na estrada) e uma lanchonete (Caminho de Itapuva). Ambos os lugares são beira rio , com estrutura de banheiros, churrasqueiras e pontos de luz.

Onde comer: Quem vai a Morretes não pode deixar de provar o famoso Barreado, prato típico local, baseado em uma carne assada por horas numa panela de barro, acompanhado com farinha e banana. Bom pra cacete… a boa é procurar sempre restaurantes com Buffet liberado, e por lá tem muitos, que ficam na faixa de R$ 20,00. Entupimos o rabo de barreado.

3– Terceira parada – Ponta Grossa – PR

Saimos de Morretes por volta de meio dia, sentido a cidade de Araucária, onde completaríamos nossa missão: entregar os bancos da Kombi e receber a merrequinha. Assim fizemos e seguimos nossa viagem sem muitos compromissos agora.

Chegamos a Ponta Grossa, dessa vez, recebidos por um casal do Couchsurfing que nos cedeu um quartinho com colchões por mais duas noites e nessa cidade que vimos que o Paraná tem muita coisa legal.

É  uma cidade relativamente grande, porém num raio de 20km já é possível encontrar algumas cachoeiras bem maneiras e um clima de roça. Além disso, há o parque estadual da Vila Velha, mais conhecido entre os turistas que passam pela cidade.

Visitamos tanto o parque, como as cachoeiras Buraco de Padre e Mariquinhas. A noite curtimos uns barzinhos locais e encaramos alguns food trucks na avenida principal.

Todos os lugares tem taxas para acessar.

Pagamos R$ 18,00 para o parque de Vila Velha, R$ 16,00 para a cachoeira do Buraco do Padre e R$ 7,00 para a Mariquinhas.

Em todos, estudantes pagam meia.

4 – Quarta parada – Caverna do Diabo – SP

Quando saímos de Ponta Grossa, a ideia era seguir até Eldorado em SP, próximo ao PETAR, para tentar visitar algumas cavernas antes de voltamos ao RJ, porém a neblina e quantidade de caminhões na estrada nos impossibilitaram de seguir e acabamos parando num hotel de estrada num posto de gasolina e passamos a noite ali. Pela manhã seguimos nosso destino, porém com menos tempo, conseguimos visitar apenas a caverna mais conhecida da região: Caverna do Diabo.

O lugar é maneiro demais. Rola uma taxa de 25 pilas para a visitação, mas valeu muito a pena.

No mesmo dia, seguimos viagem de volta ao Rio, com nova parada em Paraty apenas pra dormir e finalizamos nossa trip frete.

Quem acompanha nosso canal no youtube e Instagram, iremos escrever os artigos de cada cidade separadamente e com mais detalhes e dicas.

Nossa primeira viagem nesse formato deu certo, e curtimos cada lugar e pessoa que esbarramos no caminho e com certeza já temos planos para as próximas.

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