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Conduta consciente em ambientes naturais


A Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidades e Florestas do Ministério do Meio Ambiente faz um alerta sobre os cuidados que as pessoas que pretendem visitar unidades de conservação devem ter com a natureza e a sua segurança.
Milhares de pessoas procuram ambientes naturais, para atividades de lazer, que vão desde um simples passeio, até a prática de esportes de natureza, como montanhismo, canoagem, exploração de cavernas, mergulho e outras. Na maioria desses locais, a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado.
Segundo o gerente de Projetos do MMA, Fábio França, “nessas áreas é impossível realizar trabalhos de limpeza e conservação da forma como acontece nas cidades. A proteção desses locais depende muito do comportamento dos visitantes”. Em parceria com o Centro Excursionista Universitário, o Ministério do Meio Ambiente divulgou em todos os parques nacionais, estaduais e municipais o folheto Conduta Consciente em Ambientes Naturais, onde informa as regras básicas de comportamento dos visitantes. São princípios adotados no mundo inteiro que visam segurança, cuidados e respeito dos frequentadores com a natureza:

Planejamento é fundamental

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
Evite viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
Certifique-se que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta. Aprenda a diminuir a quantidade de lixo, deixando em casa as embalagens desnecessárias.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

Você é responsável por sua segurança

O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.
Avise à administração da área a qual você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (saiba como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada e cursos de idoneidade comprovada.
Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos.
Leve sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva, um estojo de primeiros socorros, alimento e água; mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
Caso você não tenha experiência de atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.
Evite usar cores fortes que podem ser vistas a quilômetros e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito frequentados. Para chamar a atenção de uma equipe de socorro em caso de emergência, tenha em sua mochila um plástico ou tecido de cor forte.

Cena exibida na série ‘Lost‘ | Foto: Reprodução.

Cuide dos locais por onde passar, das trilhas e dos locais de acampamento

Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas – não use atalhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
Mantenha-se na trilha, mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Ao montar seu acampamento, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedras ao acampar.
Remova todas as evidências de sua passagem. Ao percorrer uma trilha ou ao sair de uma área de acampamento certifique-se de que esses locais permaneceram como se ninguém houvesse passado por ali.
Proteja o patrimônio natural e cultural dos locais visitados. Respeite as normas existentes e denuncie as agressões observadas.
Deixe os animais domésticos em casa, pois, além de afugentarem a fauna silvestre, podem causar problemas sérios com a introdução de doenças e outras ameaças ao ambiente natural. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, portanto verifique com antecedência.

Cena do filme ‘Livre’ | Foto: Reprodução.

Traga seu lixo de volta

Embalagens vazias pesam pouco e ocupam espaço mínimo na mochila. Se você pode levar uma embalagem cheia, pode trazê-la vazia na volta.
Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros ou latrinas) na área, enterre as fezes em um buraco com 15cm de profundidade e a pelo menos 60m de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, e em local onde não seja necessário remover a vegetação. Traga o papel higiênico utilizado de volta.
Não use sabão nem lave utensílios em fontes de água.

(Triste) Cena do documentário ‘Gringo Trails’| Foto: Reprodução.

Deixe cada coisa em seu lugar

Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Resista à tentação de levar “lembranças” para sua casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
Tire apenas fotografias, deixe apenas suas pegadas, mate apenas o tempo e leve apenas suas memórias.

Evite fazer fogueiras

Fogueiras enfraquecem o solo, enfeiam os locais de acampamento e representam uma das grandes causas de incêndios florestais.
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira.
Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna, em vez de uma fogueira.
Para se aquecer, tenha a roupa adequada ao clima do local que está visitando. Se você precisar de uma fogueira para se aquecer, provavelmente planejou mal sua viagem.
Se você realmente precisar acender uma fogueira, consulte previamente a administração da área que estiver visitando sobre os regulamentos existentes, e utilize locais estabelecidos.
Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

Foto: RichardBH /CreativeCommons.

Respeite os animais e as plantas

Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
Não alimente os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos.
Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.
Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.

Cena do filme ‘Na Natureza Selvagem’ | Foto: Reprodução.

Seja cortês com outros visitantes e com a população local

Trate os moradores da área com cortesia e respeito. Mantenha as porteiras do modo que encontrou e não entre em casas e galpões sem pedir permissão. Seja educado e comporte-se como se estivesse visitando casa alheia. Aproveite para aprender algo sobre os hábitos e a cultura do meio rural.
Prefira contratar os serviços locais de hospedagem, transporte, alimentação e outros. Desse modo, você estará colaborando para que os recursos financeiros permaneçam na comunidade.

Cena do filme ‘A vida secreta de Walter Mitty’ | Foto: Reprodução.

Colabore divulgando os princípios de mínimo impacto

Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.
Para colaborar ativamente na conservação de nossos parques e outras unidades de conservação, você pode:
– Associar-se a um grupo excursionista. Os grupos excursionistas são entidades sem fins lucrativos que promovem atividades como caminhadas, montanhismo, canoagem, exploração de cavernas etc. Nestes grupos você encontrará companhia, treinamento e orientação para a prática dessas atividades com segurança e sem agredir o meio ambiente.
– Apresentar-se como voluntário. No mundo todo, o trabalho voluntário é uma tradição em parques e outras unidades de conservação.
– Denunciar agressões contra o meio ambiente aos órgãos responsáveis pela fiscalização dos parques e outras unidades de conservação.

Adaptado de ‘Conduta consciente em ambientes naturais’, texto publicado no site do Ministério do Meio Ambiente.

Leia também: “Seja mochileiro e não farofeiro, por favor!” e se puder, assista o documentário “Gringo Trails”, que analisa impactos ambientais e culturais do turismo.

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