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Desbravando o Espírito Santo: Numa RoadTrip de 4 dias


E aí, galera, tudo bom? Aqui é o Sandor do Blog Desbravando trazendo para vocês um relato de viagem bem especial desse estado lindo chamado Espírito Santo. Para quem quiser ver mais detalhes e vídeos, deixo aqui o vídeo do canal e se vocês gostarem, deixe seu like e se inscreve, que me ajuda muito a continuar esse projeto! Espero que gostem.

Hoje venho bem animado compartilhar com vocês o que aconteceu na RoadTrip que eu e o @alexrodpacheco fizemos na quinta feira passada. Fizemos 4 dias de RoadTrip, de quinta a domingo, de Vitória ao Caparaó. Para quem não conhece o Espírito Santo, cruzamos o estado da capital Vitória no litoral ao Parque que é logo na divisa com Minas Gerais.

Muito perrengue, muita dificuldade, mas muita cooperação fizeram parte dessa viagem.

Antes de começar, para quem ainda não sabe, eu comecei o projeto de desbravar 50 lugares no Espírito Santo e essa RoadTrip ajudou muito nesse projeto, pois foram vários lugares nesses 4 dias que tivemos o privilégio de visitar. Você pode conferir mais detalhes desse projeto aqui DesbravES: 50 lugares no Espírito Santo

Então vamos lá!

No primeiro dia, partimos direto de Vitória para Alfredo Chaves, especificamente na beleza natural da Cachoeira Vovó Lúcia, passando direto por Matilde, que já visitamos (você pode conferir Matilde nesse post Matilde: Início do DesbravES. Não foi fácil chegar lá. Chegar até Matilde é muito tranquilo, pois pegamos sempre a BR ou estradas bem asfaltadas, mas para chegar na Cachoeira Vovó Lúcia, precisamos passar pela ES 383, que é muito mal conservada com muitos buracos e toda de terra.

Foi um perrengue chegar lá. Dirigimos um golzinho 1.0 longe de ser um 4×4, então tivemos que ir bem devagar para chegarmos inteiros no destino. Em boa parte não há cerca protegendo a estrada da queda dos morros, então se passarem por lá, sugiro muita cautela.

O lugar é maravilhoso! Chegamos já sendo recebidos por uma trilha muito bem conservada pelos donos da propriedade privada que envolve a cachoeira. A Cachoeira em si é pública, logo, o acesso é gratuito e fácil, porém por estar dentro de uma propriedade particular, há um bar para servir comidas e bebidas e uma piscina natural da cachoeira. Tudo muito bonito e bem cuidado, mas claro que nós optamos por ficar na grande queda d’água logo abaixo da piscina.

Água hiper gelada, mas uma bela paisagem! Aproveitamos bastante, mas o tempo rapidamente fechou. Como íamos acampar no estilo wanderlust (sem camping pago), já tínhamos de procurar uma área própria para acampar. Ouvimos falar de um Poço do Pivete, mas o acesso a ele foi impedido por fazer parte de uma propriedade privada (parece que o dono fechou a cerca). Não aguentávamos mais subir as montanhas quando finalmente por mera coincidência pedi informação a um homem na rua sobre algum camping próximo.

Não queríamos camping pago, mas estávamos tão cansados e exigimos tanto do carro em subidas muito altas em estrada de chão, que precisávamos parar. E não é que deu certo afinal?

Esse homem que caiu do céu nos ofereceu o quintal dele para acamparmos e por lá ficamos! Tinha banheiro, chuveiro, área de fazer fogueira e até piscina. Foi maravilhoso, ele cobrou nada, nos ajudou em tudo que podia e nos deixou bem à vontade.

Foi espetacular, agradeço muito por existirem pessoas assim no mundo. Sempre ficamos preocupados e com medo de sair de casa, mas esquecemos que no meio de tantos noticiários ruins, há pessoas muito boas nesse mundo também. Pessoas que, como o Mauro, estão dispostas a ajudar aventureiros perdidos cheios de fome e cansaço!

Isso nos serviu como uma lição. Todo o pessoal do lugar (Quinto Território – Alfredo Chaves/ES) ofereceu ajuda de alguma maneira, oferecendo água ou informações.

Mesmo com pouca comida, oferecemos parte dela aos cachorros de rua que ficaram com a gente do início ao fim. Dormiram do lado da barraca, latiam com qualquer barulho estranho e foram nossos companheiros. Batizamos-los de Amenofis IV e Shanaia <3 e nos divertimos à beça com eles.

Acordamos cedo, cerca de 5:30 da manhã, mas a família do Mauro já havia partido para a roça para trabalhar e nós não pudemos conversar mais com ele, infelizmente. Gostaríamos muito de ter tirado fotos, conversado mais (ainda mais, pois na noite passada o que a gente mais fez foi conversar e rir com eles), mas eles só voltariam depois do almoço e nós precisávamos seguir viagem para Hidrolândia.

Ah, um adendo!

Procurando lugar para acampar, visitamos também a área de banho da cachoeira Engenheiro Reeve, a principal de Matilde. A queda d’água já postei uma foto por aqui, mas a área de banho era nova para gente. Com as chuvas de verão, a água estava muito barrenta, então preferimos ficar só na observação.

Passamos novamente também pelo Túnel de Matilde, um lugar que já descrevi por aqui Matilde: Início do DesbravES .

Adorei a experiência e esse primeiro dia nos serviu para ensinar que existem pessoas de coração muito grande nesse mundo. Nos próximos dias também nos deparamos com pessoas assim, que nos ajudaram independentemente das circunstâncias e farei outro post descrevendo as outras almas caridosas que nos ajudaram também!

Evoluam sempre, galera!

Respeitem o meio ambiente!

E sejam também uma dessas pessoas de coração aberto sempre disposto a ajudar quem precisa.

Até mais!

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