Dicas e Curiosidades

Você sabe o que é chepecletear?

Bicicleta é opção para conhecer San José / Foto: Divulgação

Além das infinitas atrações em meio a natureza, a Costa Rica também é bastante curiosa em termos culturais. Na capital San José uma das opções é Chepecletear!
A língua faz parte da cultura e atrativos de um país e por ali o termo refere-se a nada mais nada menos que José+passear de bicicleta.
Vamos tentar explicar: No país, é comum os ticos* chamarem sua capital, San José, de Chepe – um apelido para José que também pode ser chamado de Pepe. Tira-se o San e está aí mais um curioso (para nós) vocábulo local.

E onde a bicicleta entra nisso?
É cada vez mais comum, sobretudo nas capitais, o incentivo ao uso de transportes públicos (na tentativa de melhorar o trânsito, a qualidade de vida, meio ambiente etc) e à bicicleta. Então, nada melhor que conhecer um pouco da capital pedalando.
Existe na cidade até serviço especializado, oferecendo inclusive passeios noturnos; uma maneira interessante de conhecer San José, sem dúvida.
No http://www.chepecletas.com/ você pode conhecer rotas (a pé ou em ‘bici’, noturnas ou diurnas, temáticos como arquitetônico, cultural, gastronômico e para variados públicos), horários e preços. Há também tours free que são passeios previamente programados e que partem pela cidade com no mínimo 5 pessoas.
Se você vai à San José e pretende fazer um dos passeios é melhor tentar agendar antes, pois o número de vagas é limitado (tanto para o tour gratuito quanto para os pagos).
Na fanpage do ChepeCletas no Facebook você também encontra mais informações e fotos.

Considerações
É inevitável fazer algumas considerações sobre o serviço oferecido:
A favor: Conhecer um lugar a pé ou de bicicleta aproxima mais o viajante da realidade local sem dúvida e enriquece ainda mais sua viagem.
Contra:  Obviamente que como em todo tour, existem lugares parceiros da empresa onde os visitantes serão levados/apresentados, geralmente são pequenos comércios (restaurantes, lojas etc) alguns valem até a pena, são verdadeiros achados, outros nem tanto. De qualquer forma, com tour ou sem, em San José ou qualquer parte do mundo, vale o bom senso: você não é obrigado a consumir nada nesses locais se não quiser.
Outro ponto que pode pesar para alguns é que alguns passeios são feitos em grupos bastante grandes.

Dica: Com ou sem tour não deixe de dar uma passadinha (à noite) no El Pueblo em San José. Numa espécie de ‘mini vila colonial’ há bares bem legais, música, lojas de artesanato e até danceteria.

Experiências, dicas e informações de outros viajantes sobre viagens em bicicleta aqui

 

Como chegar à Costa Rica

Chegamos à Costa Rica vindos do Panamá, mais precisamente do Terminal Albrook na Cidade do Panamá (saímos de SP rumo à Bolívia, passando por Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala), por terra, mais precisamente de ônibus, com o “Tica Bus”. Preços, horários e itinerários podem ser vistos em: http://www.ticabus.com/mapa.html
O Tica Bus roda por toda a América Central (exceto Belize), tem terminais nas capitais e vai até Tapachula, no México.
Se você vai de avião à Costa Rica, passagens de ida e volta são necessários para a entrada no país.
Nós, como fomos de ônibus do Panamá para lá não precisamos. Só é um pouco cansativa a passagem pela fronteira entre os dois países,  nada comparada à volta cuja entrada é a partir da Nicarágua. Burocracia, revistas, perguntas e fila, muita fila! Os costa-riquenhos sofrem com uma considerável  e não desejada (pelo que notamos por conversas com alguns ticos*), “invasão” nicaraguense.

Opções de hospedagem na Costa Rica aqui

 

+ informações relevantes

Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem na Costa Rica e sem visto podem ficar por lá até 90 dias. Se você quer informações mais específicas sobre visto como, por exemplo, de trabalho, ou residente pode obtê-las em http://www.migracion.go.cr

É preciso levar o comprovante (internacional) de vacina contra a Febre-Amarela para entrar no país.

Os produtos e ou serviços na Costa Rica, assim como em outros países da América Central têm um imposto, ou embutido, ou acrescido sobre cada artigo. Antes de achar que algo está muito baratinho confira se já está incluso o imposto de 13% (Veja se há algo escrito, porque se você perguntar vai ter que confiar na honestidade da pessoa que pode dizer que não e cobrar-lhe a mais!).

A moeda nacional é o Colón, mas dólares americanos e euros são aceitos por toda parte. É sempre bom ter algo em moeda local no bolso (em qualquer destino) para evitar cotações apressadas e desatentas fazendo com que você perca seu suado dinerito na conversão.

Uma coisa que pode gerar certa confusão é com relação aos endereços das ruas. Comumente os costa-riquenhos utilizam um ponto de referência e algo de coordenadas geográficas.  Exemplo:  “100m Este Del Ministerio del Trabajo, barrio Tournón” (seria algo como 100m a leste do prédio do ministério do Trabalho, bairro Tournón) ou Costado Este del Puente Juan Pablo II, sobre Autopista General Cañas (Canto leste da Puente Juan Pablo, sobre a estrada General Cañas). Santo ponto de referência! Difícil pra nós não?! Então mapinha na mão e muita atenção quando pedir informações em postos, no hotel/hostel/pousada e a pessoas confiáveis.

Na internet

http://www.visitcostarica.com  (Muito completo, traz informações gerais sobre o turismo no país. Em espanhol,inglês, alemão e francês)

http://www.actuarcostarica.com  ( Também nos quatro idiomas. Tem informações para quem está interessado em Turismo Rural na Costa Rica, cultural, para descanso ou aventura).

*Sua vó, mãe e até você já podem ter falado a palavra “pequeno” num diminutivo carinhoso do tipo “pititinho”, “pititico”. O “momento fofo” é só pra ilustrar (grosso modo), de onde vem o gentílico coloquial “Tico” referente aos costarricenses (em espanhol) ou costarriquenhos (em português).

Segundo a tradição, durante a guerra contra os filibusteiros na América Central (comandados pelo norte americano Willian Walker), soldados observaram que os costarriquenhos tinham o hábito de terminarem os diminutivos com “ico”, “ica” ao invés de “Ito”, “ita”, para, por exemplo, palavras como gato (gatito, gatico), pato (patito, patico); com relação aos compatriotas, seus hermanitos, eles afetuosamente chamavam hermaniticos.
Uma das companhias de ônibus que circulam por toda a América Central é a costarriquenha, “Tica bus”.

Esse “Ti” pronuncia-se como os nossos TA, TE, TO, TU. O TI seria pronunciado como falam, por exemplo, os pernambucanos (a maioria dos Estados brasileiros pronuncia o TI, como “tchi”, pelo meu modesto conhecimento de sotaques).

Se você pronunciar “tchica bus” estará falando “Rapaz bus” (do espanhol “CHico”). O mesmo para Tico.

OBS: Serve de regrinha básica da pronúncia em espanhol, assim como a letra J tem som de R (ou RR). Exemplo: “Ramón quiere un sandwich de jamón y queso” (Ramón quer um sanduíche de presunto e queijo – O indivíduo Ramón, tipo narração do Galvão Bueno quer … jamón… –  com som de RR de carro, carreta).

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