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Eco Durismo – 03 noites e 02 dias por R$ 20,00


Enfim chegamos até a praia, após cerca de 1:40h de trilha (somando o tempo que tivemos que voltar para procurar o dinheiro que foi perdido no  caminho, conforme relatamos na primeira parte da história…

Bagagens na areia e mergulho direto no mar pra tirar o suor da trilha e esquecer que perdemos a maior parte da grana disponível por causa de uma simples mijada.

Cada casal ainda tinha R$ 100,00 exatos pra passar os três dias na praia. Pra alguns, seria perrengue certo, mas pra gente era uma fortuna que ainda seria possível retornar com troco, hehehe. Só de pensar que havíamos perdido R$250,00 no caminho.

Enfim, tínhamos mantimentos suficientes, barracas, redes e um arpão para pesca. Luxo total.

Assista:

Após o banho de mar de quase 2h, seguimos caminhando pela areia a procura do camping com o melhor preço e todos na média de R$ 15,00 por pessoa, oferecendo os luxuosos serviços de um chuveiro quente e uma cozinha com fogões velhos e algumas panelas. Preços normais, mas como estamos falando de EcoDurismo, vale pesquisar até a última possibilidade, sempre.

E não deu outra, chegamos até o camping do Seu Antônio e Dona Ada, simpático casal de velhinhos que cede seu generoso quintal para os mais duros. O preço é único o ano inteiro… R$ 10 pilas por cabeça… Lindo!!! Bem no meio da praia, ao lado da trilha pra cachoeira… O terreno é bem amplo… Não há pontos de luz no camping, muito menos chuveiros quentes e a cozinha é composta por uma pia e um fogão a lenha… Sem contar com a população de galinhas (de dia) e sapos (de noite) que faziam a sinfonia do local… Nada tão ensurdecedor quanto a única igreja evangélica da praia que também é colada ao camping… Perfeito, era o que bastava pra nós… Quer luxo vai pra Dubai, e não para a Praia do Sono.

Ali nos instalamos, e passamos as duas noites (total de R$ 40 por casal) o que nos permitiu até beber uma cerveja em uma das noites e esquecer que era desnecessário ter trazido mais dinheiro… Talvez por isso algo tenha feito o francês perder a pochete antes de chegar.

E não deu outra, chegamos até o camping do Seu Antônio e Dona Ada, simpático casal de velhinhos que cede seu generoso quintal para os mais duros. O preço é único o ano inteiro… R$ 10 pilas por cabeça… Lindo!!! Bem no meio da praia, ao lado da trilha pra cachoeira… O terreno é bem amplo… Não há pontos de luz no camping, muito menos chuveiros quentes e a cozinha é composta por uma pia e um fogão a lenha… Sem contar com a população de galinhas (de dia) e sapos (de noite) que faziam a sinfonia do local… Nada tão ensurdecedor quanto a única igreja evangélica da praia que também é colada ao camping… Perfeito, era o que bastava pra nós… Quer luxo vai pra Dubai, e não para a Praia do Sono.

Ali nos instalamos, e passamos as duas noites (total de R$ 40 por casal) o que nos permitiu até beber uma cerveja em uma das noites e esquecer que era desnecessário ter trazido mais dinheiro… Talvez por isso algo tenha feito o francês perder a pochete antes de chegar.

Dona Ada, a Tiazinha proprietária do camping, sempre muito simpática, sempre visitava nossas barracas portando um caderninho e caneta para anotar alguma expressão em francês, pois sonhava um dia poder falar o idioma, e como havia dois franceses no grupo, dobrava a possibilidade de ganhar um professor durante esses dias.

Hora de comer

A hora mais maneira de acampar é quando precisa cozinhar, e quanto menos estrutura, parece que os rangos ficam melhores ainda… Não pense que só porque viajamos duros que só fazemos miojo… Não, não… Alta gastrodureza… Fogãozinho a lenha e panelinhas de ferro a disposição… Até feijoada rolou.

O arpão que levamos pra pescar só serviu de tralha pra pesar na trilha, pois apesar de algumas tentativas, os peixes tiveram mais sorte do que nós, e tivemos que nos contentar só com as latas de atum e sardinha que levamos.

Café da manhã também bem servido com o que levamos, e sempre muito fácil achar plantas frutíferas na região pra quem complementar.

Assim passamos os três dias, com um gasto total de R$ 20 reais por cabeça para o camping e na tarde do ultimo dia, retornamos a trilha com bem menos peso e ainda tivemos a ilustre companhia da própria Dona Ada, que aos 70 anos fez a trilha conosco e ainda pegou carona na kombosa até o centro de Paraty para resolver algumas coisas.

Ah, quem leu a primeira parte da história aqui deve estar perguntando sobre as irlandesas que entraram no bonde de última hora… Coitadas, as meninas que quase morreram com o calor da trilha, e dormiram a primeira noite no camping com a barraca escrota que arrumei, jantaram a primeira noite com a gente, um macarrão com atum acompanhado de uma bela taça de catuaba e foi o estopim pra elas: passaram mal e tiveram que alugar um quartinho. Mas agora passam bem e seguiram viagem pelo Brasil.

Até o próximo rolé!!!

As 5 dicas pros duros que querem ir a Praia do Sono:

– Só há duas formas de se chegar partindo de Laranjeiras: via barco (pago) ou via trilha de aprox 1hora;

– Há muitas opções de camping e quartos para alugar na areia da praia. O camping do Seu Antonio (ao lado da trilha pra cachu) é o mais barato, mas não há chuveiro quente e o fogão é a lenha;

– Leve mantimentos necessários. Há uma pequena mercearia na praia e alguns restaurantes, mas os preços não são muito convidativos;

– Quase não há sinal de celular, bancos nem pensar e são poucos os lugares que aceitam cartão;

– Não deixe de visitar as cachoeiras. Caminhando um pouco mais é possível visitar as praias de Antigos, Antiguinhos e Ponta Negra.

Dona Ada, a Tiazinha proprietária do camping, sempre muito simpática, sempre visitava nossas barracas portando um caderninho e caneta para anotar alguma expressão em francês, pois sonhava um dia poder falar o idioma, e como havia dois franceses no grupo, dobrava a possibilidade de ganhar um professor durante esses dias.

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