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Ele cruzou o Deserto do Saara a bordo de um trem de carga


Em 2016 o fotógrafo lituano Mykolas Juodele decidiu fazer uma daquelas viagens que são impossíveis de encontrar nas prateleiras das operadoras e nos sonhos dos medianos. Ele cruzou o Deserto do Saara a bordo de um trem da “Société nationale industrielle et minière”  pela lendária Mauritânia Railway, uma estrada de ferro construída pelos franceses na década de 1960,  que conecta as minas de ferro de Zouerat ao porto de Nouadhibou, na Mauritânia.

Como não há conexões rodoviárias entre as duas cidades, as pessoas cruzam o país carregando seus pertences e animais a bordo dos vagões do trem que mede 2.5 km e é considerado um dos mais longos do mundo.  Para muitos homens mauritanos, o transporte de produtos alimentícios e ovinos é o trabalho em tempo integral. Eles viajam entre as minas e o porto várias vezes por semana, suportando duras jornadas de até 16 horas enfrentando tempestades de areia, dias extremamente quentes e noites geladas.

O trem sai das minas de Zouerte carregado com minério de ferro e ovelhas

A viagem de 700 km entre Zouerat e Nouadhibou pode durar entre 12 e 20 horas

Um jovem pastor observa seus animais. Toda vez que uma ovelha se aproxima demais da borda, ele joga uma pedra.

Os lenços oferecem proteção contra o vento, a areia e a luz do sol.

Um vendedor de pão vê o trem quando se aproxima da aldeia de Choum

Um jovem pastor tenta acender um cigarro deitado em cima de 80 toneladas de minério de ferro

O sobe e desce de um vagão ao outro enquanto o trem está em movimento a toda velocidade.

Esqueletos de veículos abandonados e pilhas de lixo de sucata se misturam com a paisagem do deserto

Compradores acompanham o trem com caminhonetes e o comércio segue ao longo da estrada de ferro até a estação final em Zouerat

A estrada de ferro segue ao longo da fronteira com a Saara Ocidental, terreno repleto de minas terrestres resultado do longo conflito entre a Saara Ocidental e o Marrocos

Viajantes rezam enquanto o trem viaja para o leste

Pessoas esperam o trem na estação de Choum

Estilo tão rústico como a própria jornada

 

O vento forte, a areia e o pó de minério de ferro são os companheiros de viagem inseparáveis

Durante um mês de estadia na Mauritânia, Mykolas viajou 8 vezes no trem e percorreu uma distância total de 4000 quilômetros.

Todas as imagens do post são de Mykolas Juodele – Siga seu perfil no Instagram

Com informações de Lens Culture e Bored Panda.

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