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Islândia: como explorar a bela terra do gelo


Minha história com a Islândia começou em 2014 quando passei a pesquisar mais sobre o país.  O plano original de 2016 era Bali (em breve), mas os valores proibitivos das passagens aéreas nos fizeram pensar em um plano B, e que plano B!!!

Quando comecei a fazer os planos da viagem a expectativa com a Islândia cresceu para 9 numa escala de 0 a 10. Conservei esse pontinho só para não me sentir frustrada caso algo não fosse como imaginava.  Eram tantas imagens maravilhosas de cachoeiras e praias de areia negra que mal podia acreditar que ao vivo veria tanta beleza.

Precisa de mais motivos para se convencer?  Veja também: Islândia por que?

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Skogafoss

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Glacier Lagoon

Mesmo assim, tenho que dizer que a terra do gelo superou de longe as expectativas.  Mesmo com a chuva quase que constante, cada um dos 10 dias em que fizemos a volta no país foram incríveis.

O que você pode esperar?

A Islândia é um país pequeno tanto em área quanto em população.  Apesar de estar muito próxima ao Círculo Polar Ártico, as temperaturas normalmente não caem abaixo de -5°.

De setembro a abril é possível ver Aurora Boreal, sempre que o céu estiver limpo.  Você pode consultar a previsão do tempo e de Aurora no site http://www.vedur.is.  Neste site você pode ver também a intensidade prevista para a Aurora, que pode ir de 1 a 9.  Se você pretende tirar fotos, tenha em mãos sua câmera (que deve ter ajuste de tempo de exposição), tripé e controle remoto.

Veja também: Roteiro fotográfico pela Islândia

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Aurora nível 4 – Incrível!!!

O planejamento

Depois de muita pesquisa acabei chegando a uma idéia de roteiro e abaixo compartilho o detalhe no My Maps.  É claro que houve ajustes ao longo do trajeto, não visitamos alguns lugares exatamente no dia planejado, mas essa é a graça de fazer uma viagem de carro e independente de agências, você pode ajustar da sua maneira.

Pelas estradas

Alugamos um carro em Reykjavik – capital do país – no aeroporto doméstico, que é bem próxima ao centro da cidade e assim fica mais fácil de pegar e devolver.  Dependendo de onde estiver hospedado, é possível ir até lá caminhando.

Nem todos os carros tem ar condicionado, mas optamos por alugar um com este benefício pois ajuda a manter os vidros desembaçados.

Acho importante alugar um GPS pois as indicações de saídas para outras estradas é sempre repentina e sem o aviso do GPS você corre o risco de seguir por um caminho errado.  Na minha opinião o GPS não exclui a necessidade de ter seu celular com um chip (usamos o da Síminn) para poder acompanhar seu roteiro no Google Maps.  Nós usamos os dois e foi super tranquilo o trajeto todo, 2.400 m de paisagens inacreditáveis.

 

 

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Na estrada, sempre com a câmera em punho. (*Foto Dilza Trevisan Silva)

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Indicação de estrada sem pavimentação

 

Boa parte das estradas ainda não é pavimentada e em sua esmagadora maioria são de pista simples.  Mas isso não é um problema para o motorista, dirigir por lá é muito tranquilo e as estradas são muito (muito) vazias.  A velocidade máxima nas rodovias é 90km/h e nos trechos urbanos baixa para 50 km/h, mas a sinalização é clara.  É importante obedecer os limites de velocidade já que podem haver radares nas rodovias.

 

 

 

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As pontes são em via única, ou seja, se tiver um carro sobre ela no sentido oposto ao seu, você tem que aguardar sua vez para cruzar.

 

 

 

 

 

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Ponte em via única à frente

Viajamos no início do outono, época em que ainda não estava nevando, o que facilita para quem não esta acostumado a dirigir sobre o gelo.  Nas pesquisas que fiz li relatos de pessoas que passaram perrengues dirigindo por lá no inverno, na neve.  Se for o seu caso, vale ficar de olho nas condições das rodovias no site http://www.road.is antes de pegar a estrada.

Outra coisa importante a saber é que você não deve entrar em estradas com prefixo F com um carro que não seja 4×4 pois caso ocorra algum incidente, o seguro não cobre.

Cuidado também com as ovelhas no caminho, rsrs, elas estão em abundância no país todo, e muitas vezes cruzam a pista sem nenhum aviso prévio. Caso você atropele uma a dor de cabeça é garantida: o seguro não cobre danos ao veículo e você ainda tem que reembolsar o dono do animal.

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As ovelhas, por toda parte e a qualquer momento, à sua frente

Prepare-se!

Seguindo a dica do proprietário do apartamento em que nos hospedamos na capital Reykjavik, fomos até o supermercado Bónus – que tem os melhores preços – e lá,compramos comidinhas para o trajeto e para um lanche no fim do dia.

Esta foi uma dica que li em alguns blogs e que realmente recomendo – na Islândia os comércios fecham cedo, especialmente nas cidades menores, então é importante estar preparado para o caso de você chegar tarde ao próximo destino e não encontrar lugar para comprar comida.

Outra dica que seguimos à risca é de manter o tanque do carro cheio, para o caso de você pegar uma estrada de terra com longo trecho sem posto de gasolina.  Na  maioria dos postos você pode pagar com dinheiro, aí é só falar com o atendente da loja de conveniência e ele libera a bomba para que você abasteça.  Na Islândia, diferente do Brasil, não tem frentistas, você é quem abastece e calibra pneu.

abastecendo

Quanto vale o show?

Viajar pela terra do gelo é relativamente caro, mas tudo depende do seu estilo.  Nós não nos definimos viajantes low cost (que encaram qualquer sacrifício para gastar o mínimo possível) porém estamos muito longe de viajar com dinheiro sobrando.  Como ficamos hospedados em guest houses durante toda a viagem, preparamos a maioria nossos cafés-da-manhã e jantares pois em quase todos os locais havia cozinha equipada e disponível para os hóspedes.

Por todo país é possível encontrar os supermercados Nettó e Bónus e os preços são muito parecidos aos do Brasil.

A grande vantagem é que quase todas as atrações do país são gratuitas e acessíveis de carro comum.

Abaixo alguns valores para dar uma idéia:

  • Passagem aérea a partir de Copenhagen (ida e volta): € 190
  • Aluguel de carro por dia: €65
  • Combustível por litro: €1,50
  • Hospedagem: €50 por pessoa em quarto privativo
  • Refeição bacana em restaurante: €30
  • Cafezinho: €2

Comunicação

De modo geral é muito fácil se comunicar na Islândia em inglês.  Arrisco a dizer que todos os islandeses falam inglês, alguns com mais fluência, outros com menos.  No entanto, é muito difícil uma placa ou um cardápio que tenha tradução, mas aí você pede informação e tudo certo – os islandeses são super simpáticos!

E aí vamos nós estrada a fora.  No próximo post conto mais detalhes dos locais que visitamos e que mais gostamos.

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