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Em 1998 ele saiu para dar uma volta ao mundo…a pé! (e hoje está na reta final)

Post atualizado em 13 de novembro de 2016

Independente de onde você estava ou o que estava fazendo no dia 1º de novembro de 1998 , provavelmente não era nada parecido com o que fez Karl Bushby. Para ele foi um dia extraordinário, foi o dia em que ele partiu… e nunca mais voltou, ou pelo menos, ainda não!   Ele está há 17 anos na estrada a caminho de casa, na expedição que batizou de Goliath Expedition.

Hoje, Bushby tem 46 anos de idade, mas em novembro de 1998 ele ainda era um jovem de 29 anos. O ex-pára-quedista do exército britânico deu o primeiro passo a partir de Punta Arenas no Chile e embarcou em uma jornada ininterrupta de 60.000 km ao redor do mundo – a pé.   E Bushby não tem nenhuma intenção de parar até que ele complete o percurso de volta à sua cidade natal, Hull, na Inglaterra.

Karl Bushby no início de sua caminha no Chile em 1998. - Foto: arquivo pessoal

Karl Bushby no início de sua caminha no Chile em 1998. – Foto: arquivo pessoal

O plano original o levaria por todo o continente americano até o Alasca. De lá, atravessaria o Estreito de Bering, que separa o Alasca da Rússia. Então cruzaria o maior país do mundo até chegar a China e de lá ao Cazaquistão para depois cortar toda a Europa Oriental. E a partir daí estaria perto de chegar em Calais na França, onde caminharia pelo Eurotúnel que liga a Inglaterra à França. E toda a viagem, pelos cálculos de Karl, levaria cerca de oito anos.

No entanto, isso foi só o plano.  Durante a caminhada obviamente aconteceu de tudo um pouco, e Bushby passou por todos perrengues e contratempos possíveis. Ele começou sua viagem com algumas centenas de dólares,  com cerca de cem libras de suprimentos dentro do carrinho que fez para acompanhá-lo durante o percurso e alguns equipamentos que a National Geographic havia doado para que ele pudesse documentar sua jornada.  Depois de uma semana após partir de Punta Arenas, no Chile, as unhas dos seus pés começaram a cair e ele quase morreu de fome na Patagônia.  Sobreviveu a uma tempestade de areia no Peru. Depois de alguns anos de caminhada, chegou à fronteira entre a Colômbia e o Panamá, e não teve escolha, meteu as caras em  Darién Gap que é um do lugares mais perigosos do mundo, uma selva fechadíssima com guerrilheiros, traficantes e paramilitares.  Nadou em rios infestados de crocodilos e foi preso por duas semanas no Panamá por não ter formalizado a entrada no país.  Em seguida, enfrentou a travessia entre o Alasca e a Rússia, o Estreito de Bering, que tem um pouco mais de 80 km de largura e é o inferno congelado da Terra, principalmente para quem está viajando a pé . Bushby chegou no Alasca em março de 2006, acompanhado pelo aventureiro francês Dimitri Kieffer e caminhou por uma rota de 240 km através de blocos de gelo quebrados, até chegar na cidade russa de Chutotka.

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Karl Bushby curtindo uma “zona de conforto” no Estreito de Bering. Foto: Arquivo Pessoal

 

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Karl Bushby e Dimitri Kieffer – Foto: Arquivo pessoal

 

Foi quando começou o pesadelo de Bushby e a burocracia russa transformou sua expedição em uma novela.  Ele foi preso por ter entrado em uma área militar sem saber e foi então extraditado para o México.   De lá seus parceiros tiveram que contratar um advogado para pedir ao governo Russo que o deixasse completar o percurso.

Em 16 de março de 2007, Karl conseguiu o visto e a permissão especial necessária das autoridades russas para percorrer a região, e começou a se preparar para a segunda metade da expedição. Ele então andou a primeira etapa até Yakutsk, e juntamente com seu amigo Dimitri,  cumpriu mais de 1.000 km de Uelen para Dvoynoye e depois retornou ao Alasca quando seu visto venceu.

13 de Julho - O início da caminhada de 5.000 KM de Karl Bushby que partiu de Los Angeles para a embaixada russa em Washington, DC Foto: Megan Morr / Washington Post

13 de Julho – O início da caminhada de 5.000 KM de Karl Bushby que partiu de Los Angeles para a embaixada russa em Washington, DC Foto: Megan Morr / Washington Post

Karl Bushby em Lavrentiya, Russia - Imagem feita em 10 de fevereiro de 2006 Foto: GOLIAT EXPEDITION/AFP

Karl Bushby em Lavrentiya, Russia – Imagem feita em 10 de fevereiro de 2006 Foto: GOLIAT EXPEDITION/AFP

Em 2008, Bushby só andou por três semanas, até chegar em Bilibino na Russia, mas já era tarde demais, mesmo com o visto renovado, a época coincidiu com o período em que a neve começa a desaparecer, e ele não pôde continuar porque a área é cheia de pântanos e rios, área impossível de penetrar a pé quando não congelada.  Seu visto só valia por 90 dias e após esse tempo deveria ficar fora do país por mais 180 dias para então obter novamente outro visto. Após os 180 dias, ele voltou e tentou algumas vezes cumprir o percurso com apenas com o tempo de cada visto e por conta destas indas e vindas, em março de 2013 a Rússia proibiu Karl de voltar a entrar no país por 5 anos. Bushby decidiu esperar passar esses anos no México.

Enquanto estava no México foi contatado por Beau Williams e Jordan Tappis, dois documentaristas que queriam filmá-lo atravessando os EUA.  A ideia era filmar Bushby partindo de Los Angeles e indo até a embaixada russa em Washington DC, onde apelaria sobre a proibição imposta pelo governo Russo.  E lá foi ele, que enfim conseguiu a autorização do governo russo para continuar a expedição.

O resultado dessa aventura de 12 meses por todo o território americano, é o tema do documentário “The Walk Around the World” , que foi exibido no National Geographic Channel nos EUA (que você pode conferir no trailer abaixo).

Atualmente, Bushby está Russia caminhando para terminar a viagem, mas a novela do visto de 90 dias continua e ele depende das condições climáticas e fará o zigue zaguear mais uma vez até terminar essa fase da jornada.

Você pode acompanhar a aventura em seu perfil do Facebook.

Karl em Amur na Russia - Foto postada no dia 19 de setembro de 2016 em seu perfil do Facebook

Karl em Amur na Russia – Foto postada no dia 19 de setembro de 2016 em seu perfil do Facebook

No livro Giant Steps: The Remarkable Story of the Goliath Expedition From Punta Arenas to Russia ele conta como foi a jornada de Punta Arenas até Russia nos seus quase 18 anos de viagem.

 

 

Fontes: Outside Magazine, Wikipedia, Plaid Zebra

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46 Comments

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  3. willy mário borowczak

    30 de junho de 2015 at 16:54

    muitos comentários são completamente sem noção da realidade de um aventureiro, você que xinga quando levanta pela manhã para pegar um ônibus lotado, não sofre? ,tem hora para tudo, não pode se atrasar senão o patrão desconta, sai de guarda chuva e faz sol, sai à vontade e faz um frio de lascar isso não é sofrer? ele não ,a chuva faz carinho no seu corpo, o vento e o sol secam seu corpo acariciando-o, está cansado descansa e ninguém manda-o se mexer dizendo levanta vagabundo, ele para anda vê paisagens maravilhosas, sobe montanhas e lá de cima olha para trás e vê com satisfação o caminho percorrido, sem contas pra pagar , Eu como ciclo turista que já viajou desde minas gerais até a Patagônia , subí montanhas nevadas pedalando, sul do Chile ,Santiago, cordilheira dos andes, sozinho eu e a bike, voltei sempre mais vivo e feliz que antes de sair; parabenizo esse sujeito valente e corajoso vá em frente KARL BUSHBY estamos nós todos torcendo por você (PS) tenho um filho que está planejando uma viagem quase igual e eu dou todo apoio pois sei o quanto é gratificante.

  4. Pedro Antonio

    30 de junho de 2015 at 16:39

    Por mim, não merece ser admirado….admiro aqueles que fazem algo para melhorar a vida do próximo de alguma forma…seja plantando mandioca, realizando trabalho social ou qualquer coisa do gênero…..repito, não passa de um egoísta.

    • Gabriel

      1 de julho de 2015 at 0:59

      Pois então faça útil essa tua vidinha insignificante, e venha aqui coçar minha bola esquerda, sendo útil assim, ao próximo, seu touxa!!!

  5. Pedro Antonio

    30 de junho de 2015 at 16:33

    Se todos fôssemos iguais a esse cara? O que seria da humanidade? Para mim, não passa de um egoísta, só pensa em realizar seus feitos…sou mais eu que consigo produzo alguma coisa com o meu trabalho.

  6. Anonimous

    30 de junho de 2015 at 13:45

    Dar a volta sem passar no continente africano nao é volta ao mundo

    • Isis da Costa

      30 de junho de 2015 at 15:58

      Concordo!

    • Gabriel

      1 de julho de 2015 at 1:02

      Olha direitinho o Globo da terra, e refaça seu argumento.Africa fica fora do “anel imaginário”pra uma volta no Globo.

  7. Cristovam

    30 de junho de 2015 at 13:18

    É cada uma faz da sua vida o que quer, mas opinando acho que ele não trará na bagagem imagens, amigos ou estadas incríveis, afinal é mais sofrimento que curtição. No meu caso prefiro picanha com cerveja, sou feliz com pouco…

  8. Márcio P

    30 de junho de 2015 at 12:26

    Fascinante!!! Acho que só essa palavra, resume a experiência do Karl, sem dúvidas, uma pessoa ímpar, em uma sociedade, onde muitos se afundam no submundo do crime, quase sempre direcionado através das drogas. São pessoas como essas, que precisamos ter como ídolos, para que possamos nos espelhar e tenhamos um pouco mais de coragem no dia a dia, da nossa vida, quase sempre que cotidiana. Que a juventude tenha no Karl, um espelho, onde para pequenos ou grandes desafios, sejam tratados com respeito, humildade e acima de tudo, dedicação! Parabéns ao Karl pela sua impressionante atitude! Estou torcendo para que ele finalize seu sonho!

  9. Francisco

    30 de junho de 2015 at 10:30

    Ah, vai trabalhar vagabundo!

  10. Romário L Alcantara

    30 de junho de 2015 at 10:29

    Aventura fantástica, seroa incrível fazer, isto, mas não a pé hehehe

    No filme que falam, mestra sim o que ele comeu, e isto é prova de que não se deve sair por ai comendo tudo que se encontra. Ele morre dentro de um fugão.

    Valeu pessoal

    Att
    Romário..

  11. rafael

    30 de junho de 2015 at 10:27

    cara… quanto comentario inutil..

    o cara e um aventureiro.. gosta disso… bom pra ele.. problema e dele..
    se vc nao gosta.. fica em casa vendo novela… se vc gosta disso.. otimo.. vom pra vc.
    se vc gosta de igreja.. otimo.. bom pra vc tb ..

    cuidem de suas vidas.. cada um da sentido a sua propria..

  12. ROGÉRIO FERREIRA

    30 de junho de 2015 at 10:20

    EXISTE VÁRIAS FORMAS DE APROVEITA A VIDA .
    POSSO ATÉ NÃO TER SAÍDO DO MEU PAÍS . MAS APROVEITO MUITO A VIDA ONDE EU NASCI …..

  13. ALYNE

    30 de junho de 2015 at 9:53

    conhecendo e ultrapassando seus limites, dou valor a esse cara!

  14. Adriana

    30 de junho de 2015 at 9:46

    Parabéns Karl Bushby!! gostaria de ter sua coragem!!!!

  15. André Kimura

    30 de junho de 2015 at 9:07

    ja tive vontade de fazer isso,mas me faltou coragem e conhecimento..parabens pela façanha Karl Bushby

  16. eduardo

    30 de junho de 2015 at 9:00

    Pessoas assim não são diferentes, nós é que somos muito iguais…

  17. Ronaldo

    30 de junho de 2015 at 8:34

    Meu amigo ! quem foi que disse que ele sofre. Bushby deve ser na sua intima convicçã, a pessoal mais feliz da terra por fazer aquilo que gosta e sente prazer. Faça o que lhe traga prazer e também saberá o que é a felicidade.

  18. rene

    30 de junho de 2015 at 8:32

    Eu admiro a determinação desse britânico. E fui um aventureiro também de bike, viajei por vários lugares no Brasil. Então falo com propriedade, respondendo aos colegas que dizem que ele sofre etc…., não é assim. A vida de um aventureiro, assim como eu fazia, lógico que nem se compara com o que esse sujeito esta fazendo, mas posso entedê-lo e dar minha experiência aqui. Nas viagens que fazia, vou dar alguns exemplos do que acontecia: já ganhei almoço em churrascaria, participação em festa particular nas cidades que passava, almoço com famílias nas estradas, amizades muitas amizades, namoro e por fim, eu acabei casando com uma recepcionista de um hotel que fiquei. Então caros colegas, a vida de aventuras é como sua vida, não tem só coisas boas e ruins, tem dificuldades, amigos que chegam e se vão, subidas e descidas, dor e por fim, o que vale a pena mesmo é no final eu ou você ou o britânico estar com a mente tranquila de fazer algo que era nosso sonho, de conseguir ser feliz fazendo aquilo que gostamos sem prejudicar alguém, sem atropelar outros seres humanos que também segue em busca de seus objetivos. Faça o que queres, não se importe com o julgamento dos outros, se você sente feliz ficar de joelho na igreja rezando, faça; se sente feliz ajudar o próximo faça.

  19. joel

    30 de junho de 2015 at 8:26

    depois de tudo, so falta ele morrar atropelado por um bebado na cidade dele..rss

  20. leonardo s.

    30 de junho de 2015 at 8:20

    isto é chama-se, liberdade….

  21. joselene vieira

    30 de junho de 2015 at 8:18

    Fascinante,parabéns por tamanha determinação.

  22. LUCBRU

    30 de junho de 2015 at 8:18

    Um tremendo de um babaca, sem noção poderia ter ido ao Japão, entrado por qualquer pais da Ásia, passado pela China, avião só para atravessar o Oceano até o primeiro ponto em terra firme e pronto. Não tinha necessidade dele ficar insistindo com a Rússia, lá só tem babaca também.

  23. JOSE GARCIA (DRACENA)

    30 de junho de 2015 at 7:37

    PARABÉNS… VOCE NÃO ´[E LOUCO, ESTA PROVANDO QUE TODOS NOS PODEMOS CONSEGUIR TUDO QUE QUISER, INCLUSIVE PERCORRER A ESTRADA DA VIDA….BASTA SE PROPOR, GARANTO QUE ELE VIVE MAIS FELIZ DE QUE TODOS NOS, NÃO TEM CONTA PARA PAGAR, SE TIVER NINGUEM IRÁ COBRA-LO, NÃO PRECISA PENSAR NA DILMA E NEM NO OBAMA…..LINDO PROJETO, QUANDO RESOLVER PARAR A LONGA CAMINHADA E O FINAL DA CORRIDA CHEGAR, COM CERTEZA TERÁ UM CANTINHO PARA MORAR…..COLOCO A DISPOSIÇÃO DE UM PARAIZO DENOMINADO ESTANCIA COURO DE BOI , QUE FICA EM DRACENA-SP-BRAZIL PARA RECEBE-LO E ALI PODER MONTA R SEU ESCRITORIO PARA PASSAR O RESTO DA VIDA ESCREVENDO, DANDO ENTREVISTAS, LECIONANDO DIVERSAS LINGUAS E MUITAS MATERIAS INTITULADAS EXPERIENCIA E VIDA DE UM GUERREIRO…VÁ EM FRENTE E CONTE COMIGO NESSA CAMINHADA……GARCIA, MARTINEZ JOSE (escritor-compositor-produtor e autor do projeto COURO DE BOI) …..ESTANCIA COURO DE BOI- DRACENA-SP.BR FONE 18-98134.0040..E-MAIL: edidtoraecobrasil@uol.com.br)

  24. Paula

    30 de junho de 2015 at 7:26

    Se tem uma coisa que esse cara não perdeu é o tempo!
    Em quase 17 anos ele viveu experiências que nenhum de nós que estamos comentando aqui vamos viver.
    Muito melhor do que aqueles que passaram esses mesmos anos estudando, trabalhando, batendo ponto… ajuntando bens materiais pra ficar no desespero nesse momento de crise nesse pais que só tem corrupção. O que esse cara ganhou nesses anos todos não há crise que leve!

  25. Marinês Parra Turcato

    30 de junho de 2015 at 7:13

    Que inveja santa sinto de você Karl Bushby!

  26. francisco

    30 de junho de 2015 at 2:44

    por sorte o brasil não fez parte de sua rota. com a violencia por aqui, pouco provavel que terminasse sua jornada.

    • thulio trivelli

      30 de junho de 2015 at 6:38

      É verdade, já teriam roubado o carrinho dele. O cara é um verdadeiro mochileiro. Parabéns.

    • Marco Leotti

      30 de junho de 2015 at 9:07

      Ele atravessou a América Central, lá tem regiões muito mais violentas que o Brasil.

    • rodrigo

      30 de junho de 2015 at 9:25

      se ele tivesse seu otimismo ele nao teria nem iniciado.

  27. Carlos moderoso

    29 de junho de 2015 at 23:05

    o

  28. joair araujo

    29 de junho de 2015 at 22:51

    É o sonho irrealizável de tantos, poder andar , conhecer ,viver, e sobreviver.

  29. Luis Andrade

    29 de junho de 2015 at 22:49

    Cada ser deve dar a sua vida um sentido. Não importa qual seja. Karl deve ter suas razões para decidir investir boa parte da sua vida neste projeto. O que é admirável foi sua lealdade ao projeto que durou muitos e muitos anos o que por si já justifica a sua determinação… Ao longo da história da humanidade sempre houveram pessoas que quebraram paradigmas e deram novos sentidos a vida. Espero que toda esta experiência possa ser documentada e generosamente divulgada para que possamos aprender algo fascinante. Parabéns Karl por sua determinação e persistência!

    • Waltinhu

      30 de junho de 2015 at 9:18

      Faço de suas palavras; as minhas.

    • Linon Reis

      30 de junho de 2015 at 12:47

      Faco de suas as minhas palavras !!! Muito bom seu comentario!!
      Keep walking Karl!

  30. André Bernardino Cardoso

    29 de junho de 2015 at 22:42

    O mundo precisa de pessoas assim, pois nós que ficamos atras de nossas telas temos que pelo menos testemunhar nessa vida sobre o que um ser humano com forca de vontade pode fazer!

  31. Demarchi

    29 de junho de 2015 at 22:26

    Quem falou que o cara passa fome constantemente?
    Ele pode comer das mais variadas comidas, pois a hospitalidade humana pode oferecer-lhe DE GRAÇA isso, enquanto você fica aí comendo seu arroz e feijão!
    Quem disse que o cara não tem amigos, ou fica sem vê-los?
    Ele faz amigos por toda a parte do mundo, ATÉ NO ALASKA!!! e você com seus amigos aí da rua!
    Quem disse então que ele não faz sexo? Já deve ter comido, chilenas, peruanas, colombianas, panamenhas, mexicanas americanas,, enfim, preciso completar a frase????
    Ele ganhou o tempo dele, e você?

    • Altair

      30 de junho de 2015 at 6:30

      Ótima colocação Demarchi! Foi o melhor comentário … Tens toda razão!

  32. Sanaik Portela

    29 de junho de 2015 at 22:02

    Existir é dar sentido pra vida. O sentido da vida desse cara é isso: correr o mundo. Melhor que ficar dentro de uma igreja rezando…e igualmente morrer.

    • Halley

      30 de junho de 2015 at 0:43

      Meu amigo, não pense assim não, eu admiro esportes de aventura e pratico sempre que posso, até por este motivo cheguei nesta página. Mas saiba que na igreja oramos não somente por nós, mas por todos, inclusive por você. Fique em paz e boas viagens.

  33. Aldair

    29 de junho de 2015 at 21:35

    Meu Deus!Não sei se “invejo” o cara por essa disposição ou se rio de sua cara por achar que ele jogou metade de sua vida preso a uma coisa que ele nunca ira recuperar,ou seja: O tempo perdido,pois isso é amar sofrer.Pra que fazer uma única coisa.Ou será que ele veio a terra,só pra andar e sofrer,andar,andar e sofrer,passar fome,não tomar banho,sem sexo,sem amigos,sem família,sem ver seus entes queridos.Boa sorte cara!

    • Rodrigo

      30 de junho de 2015 at 8:19

      Quem será que aproveita mais a vida e vive as experiencias mais diferentes todos os dias? ele ou você que acorda, vai trabalhar e volta pra ver televisão todos os dias?
      hahahahah

    • Thiago Gonçalves

      30 de junho de 2015 at 9:23

      Caro Aldair! O que é sofrer mais? Passar uma vida de aventuras cheias de surpresas, altos e baixos conhecendo “deus e mundo” e uma liberdade sem tamanho, ou viver dia após dia aprisionado em um mundo capitalista, corrupto onde a selva é o concreto e as feras são os homens?

    • Kamila

      30 de junho de 2015 at 11:39

      Não tem porquê rir dele. É uma escolha de vida e vida não é tempo – são as experiências que você realiza durante o seu tempo. Acho que ele já adquiriu um grau de evolução que ainda não podemos compreender. Ele é livre de apego – e isso é o nirvana. Ele paga um preço, mas parece que está disposto a isso. Todos nós sofremos, em maior ou menor grau. Ele só não se livrou da burocracia russa!!!

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