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Será que um dia nos tornaremos Mochileiros das Galáxias?

Em um futuro não muito distante, talvez possamos viajar pelo espaço-tempo através dos chamados “buracos de minhoca” ou atalhos quânticos e descobrir outras realidades e planetas com paisagens jamais imaginadas pelos mais geniais artistas e poetas terráqueos.

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Se olharmos pelo espelho retrovisor da História iremos perceber que até pouco tempo atrás ainda achávamos que nosso planeta era o centro de tudo (Geocentrismo). Depois disso colocamos o Sol no centro do universo (Heliocentrismo), até nos lançarmos nas viagens espaciais e nos depararmos com a foto do Ultra Deep Field do telescópio Hubble,  que nos revelou o que realmente somos em relação ao universo: Algo perto do quase nada!

Ultra Deep Field - Imagem de uma pequena região do espaço onde os pontos brilhantes da foto não são estrelas. São galáxias. 10.000 galáxias! - Foto: Telescópico Hubble / NASA

Ultra Deep Field – Imagem de uma pequena região do espaço onde os pontos brilhantes da foto não são estrelas. São galáxias. 10.000 galáxias! – Foto: Telescópico Hubble / NASA

Essa imagem capturada entre anos de 2003 e 2004, mostra as milhares de galáxias existentes apenas em um pequeno pedaço do universo.

Essa coisa de achar que o Sol era o centro do Universo, hoje nos parece uma ideia meio neandertal, mas esse era o modo de pensar dos maiores gênios da Terra quando Cabral chegou com suas naus na Costa do Descobrimento, na Bahia.

Desde então passaram-se 500 e poucos anos de História.

Se compararmos esses 500 anos com a idade da Terra, você vai chegar à conclusão que isso não representa sequer o tempo de uma flatulência no espaço tempo. Isso mesmo! Um peido na história do planeta! Pruuufff! Passaram-se 500 anos!

E apenas no século XX a ciência deu um salto gigantesco.

Contemporâneo de Einstein, Ernest Rutherford, físico neo-zelandês, ganhador do prêmio Nobel de Química em 1908, nos revelou que o átomo não era a “menor partícula de matéria existente”. Ao contrário do que se pensava, o átomo é uma espécie de “nano sistema solar” e foi a descoberta deste “nano sistema solar” que nos abriu as portas para a Mecânica Quântica através das teses de Max Planck.

Talvez você nunca tenha ouvido falar de Max Planck, mas já ouviu muito falar de Einstein. Veja então o que Einstein disse sobre Planck:

“Um homem a quem foi dada a oportunidade de abençoar o mundo com uma grande idéia criativa não precisa do louvor da posteridade. Sua própria façanha já lhe conferiu uma dádiva maior!”

Max Planck é o Pai da Mecânica Quântica e a Mecânica Quântica é o novo, é sobre as bases dela que você vai pensar e filosofar no futuro.  Hoje nós vivemos em um mundo cuja as bases ideológicas e filosóficas se estruturaram nas ideias da revolução científica e da Mecânica Newtoniana. Delas nasceram o iluminismo, as revoluções burguesas e socialistas e tudo que até então entendemos como “realidade”.

E é esse entendimento do que é “real” que irá mudar completamente no futuro.

Dentro desse novo contexto, novas ideias, pensamentos e experimentos científicos surgem a todo momento e o Teletransporte de Partículas é um deles.

Desde 1997 cientistas já conseguem teletransportar partículas de átomos de um ponto para outro. Recordes nas distâncias de Teletransporte Quântico são anunciadas frequentemente.

Hoje ainda usamos a lógica da “tecnologia” dos foguetes da NASA pra mochilar por aí. Deslocamos nossa “massa” pelo espaço. Seja com jatos propulsores ou com nossas pernas, ônibus, carros e aeronaves. Segundo a Mecânica Quântica, é possível que em um futuro próximo isso tudo mude (ou não).

Pode demorar muito até eles conseguirem teletransportar estruturas atômicas mais complexas como nós, e pode ser que nunca consigam. De qualquer forma  a Mecânica Newtoniana nos levou até Marte; até onde poderá nos levar a Mecânica Quântica?!

Se até anos atrás nem internet existia, hoje temos imagens em boa resolução de outro planeta disponíveis quem que quiser ver e dá uma bela coceira pensar que em fazer uma trilha por essa paisagem árida e rochosa.  A imagem abaixo foi capturada pela NASA através do robô Curiosity.

Marte aparenta ser um planetinha meio sem graça, mas imagine o que deve ter de paisagens espetaculares por toda essa imensidão de galáxias do foto do Hubble.  Com certeza um dia seremos mochileiros das galáxias!

Ao fundo a imagem algumas montanhas de Marte - Foto: Curiosity / NASA

Ao fundo a imagem algumas montanhas de Marte – Foto: Curiosity / NASA

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