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Porque você nunca deveria “andar de elefante”


Somente na Tailândia, destino de sonho de 10 entre 10 mochileiros, há 100 anos existiam cerca de 100 mil elefantes. Hoje são cerca de 3 mil os sobreviventes no país. E o principal responsável pela diminuição dessa população é o homem.
Montar elefantes foi uma das principais atrações para turistas que visitavam a Tailândia no passado e lamentavelmente continua sendo fonte de renda para o Turismo.
Poucos sabem das torturas às quais são submetidos estes animais para carregarem turistas em suas costas. Além disso, os que vivem nas cidades não têm acesso aos 200 quilos de comida e 200 litros de água necessários à sua sobrevivência.

Foto: WorldAnimalProtection.org.br

Foto: WorldAnimalProtection.org.br

Foto: WorldAnimalProtection.org.br

Alternativa

Algumas pessoas infelizmente seguem montando elefantes, muitas por acreditarem ser uma experiência única, que marca suas vidas. Bem, isso pode acontecer através do simples contato, de estar próximo a esses grandiosos animais.
Hoje a alternativa ao retrógrado e cruel turismo que abusa destes bichos são os “Santuários” de elefantes.
Um exemplo, é o Maerim Elephant Sanctuary, na região de Chiang Mai (norte da Tailândia).

Foto: Maerim Elephant Sanctuary/Reprodução Facebook.

Foto: Maerim Elephant Sanctuary/Reprodução Facebook.

O santuário resgata elefantes que tenham sido torturados em circos, obrigados a carregar pessoas ou que são forçados a arrastar troncos pesados durante horas, por exemplo.
Ali os visitantes caminham ao lado dos elefantes, podem tocá-los, alimentá-los e banhá-los sob a supervisão de um cuidador, pessoa com a qual o animal tem vínculo especial.

Foto: Maerim Elephant Sanctuary/Reprodução Facebook.

De acordo com a ong de proteção animal, World Animal Protection, “a maioria das pessoas visitam atrações turísticas com vida silvestre porque amam os animais e querem ter uma experiência autêntica com a natureza” o que não deve incluir contato e interações entre animais silvestres e turistas.
Segundo ela, experiências autênticas significam:
“- nunca montar um animal silvestre;
– nunca nadar com um animal silvestre em cativeiro;
– nunca acariciar, segurar ou abraçar um animal silvestre;
– nunca lavar um animal silvestre;
– nunca manter um animal silvestre em uma corrente ou coleira;
– nunca assistir um animal silvestre dançar, praticar esporte, fazer truques, fazer massagens ou pintar quadros”.

São muitos os santuários que buscam oferecer uma vida melhor aos elefantes e a única forma de resgatá-los é comprando os animais (dos circos ou de donos particulares) e assim libertá-los uma a um, até que nenhum esteja em mãos equivocadas.
O Brasil tem um santuário de elefantes. É o “Santuário de Elefantes Brasil” que fica na Chapada dos Guimarães (MT), mas ele não é aberto a visitação. Mais informações sobre, aqui.

Não são só elefantes. Não acontece somente na Tailândia

Não se trata somente de elefantes. Muitos animais exóticos que representariam algum perigo ao ser humano são sedados e torturados para não atacarem. Reflita ao ver um tigre com o qual se pode tirar uma foto ao lado. Considere as drogas aplicadas e os golpes que o bicho levou para agir assim. Pense: um tigre pode até parecer um gatão (doméstico), mas não é.
Não é somente na Tailândia. No mundo todo animais sofrem com o único propósito de divertir turistas: golfinhos, tigres, macacos, baleias… a lista é grande.

Foto: WorldAnimalProtection.org.br

Silvestres. Não entretenimento.

O site da World Animal Protection informa que a Unidade de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre (WildCRU) da Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou 24 tipos diferentes de atrações ao redor do mundo que utilizam animais silvestres. Segundo a eles, os pesquisadores as classificaram com base em critérios de bem-estar animal e conservação. Aqui é possível conferir o resultado somado a uma pesquisa feita pela própria ong.
(No relatório, bem como na página linkada no parágrafo acima é mencionado o site TripAdvisor como um dos que fomentam este tipo de turismo através da venda de ingressos para estas atrações. Em outubro de 2016 o site anunciou que deixaria de vender “ingressos para atrações cruéis com animais” e firmou parceria com a ong. Mais sobre, aqui).

Você já fez? Você pode (e deve) mudar

No ano passado, a Amanda, do “Amanda Viaja”, um dos interessantes blogs de viagem que acompanhamos publicou um “Gente, eu errei” em sua página no Facebook.
“Gente, eu errei. Esses dias postei um vídeo velho no youtube onde eu andava em um camelo na Tunísia. A Bárbara, uma leitora das antigas, me perguntou qual era a diferença do que eu fazia para o turismo de exploração animal. Não há. E eu nem me toquei quando postei. Acho que porque quando gravei, em 2010, eu nem sabia o que era isso e hoje tenho apenas a lembrança de alegria do momento. Também poderia justificar que, diferente dos elefantes, os camelos são animais domésticos, com a estrutura para transporte (assim como os cavalos). Mas isso não justifica. A situação é claramente de exploração do animal para o turismo onde o dono do camelo fica em frente a um navio esperando que os passageiros paguem para andar em camelo. Vou até tirar o vídeo do ar porque hoje não é algo que eu faria ou incentivaria alguém a fazer. Que bom que alguém me alertou 😉 Beijo!”.

Você não tornou-se um monstro por ter ido ao Zoológico de Luján, ter andado de elefante, ter ido ao SeaWorld, mas pode refletir (não repetir) e passar a ideia adiante para que ela chegue às pessoas que ainda fazem este tipo de atividade durante uma viagem.

Foto: WorldAnimalProtection.org.br

Com informações de World Animal Protection, Cultura Colectiva e Maerim Elephant Sanctuary.

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