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Vida na Ásia: 6 meses morando no sudeste asiático


Há exatos 6 meses iniciei minha vida na Ásia. Os planos iniciais eram de fazer um mochilão entre a Tailândia e o Laos antes de estabelecer um lugar e ficar, por tempo indeterminado. Nessa primeira viagem foram 33 dias viajando entre a Tailândia e Laos, passando por lugares que já havia conhecido e por outros ainda desconhecidos.

Como tem sido minha vida na Ásia

Percorri a Tailândia de Bangkok até Chiang Mai. Atravessei para o Laos onde pude conhecer um país novo. Um país muito mais humilde e pobre, só que com uma cultura rica e um povo muito solidário.

Percorri o Laos de norte a sul e atravessei de volta pra a Tailândia por terra. Desci para o sul, para Krabi e suas praias e ilhas paradisíacas. De lá fui pra Phi Phi Island onde minha viagem terminou. Só a viagem que terminou porque ali começaria minha vida na Ásia.

estando no paraíso, porque não passar um tempo por lá? Era hora de procurar um lugar barato e tentar um trabalho. Consegui um lugar barato para ficar e até conseguiria um trabalho, só que aí não teria tempo para o blog.

Foram quase 2 semanas em Phi Phi Island. Mais uma etapa começaria: o primeiro trabalho voluntário pela plataforma de trabalhos voluntários Workaway. O lugar que não foi escolhido, mas sim a primeira oportunidade que tive, foi Khanom Beach, uma praia que mesmo não sendo turística, era ainda assim um lugar legal para morar e trabalhar.

E juntando isso a morar de frente pro mar, trabalhar em um reggae bar e viver longe da poluição da cidade grande, estava perfeito. Foi lá que conheci a verdadeira Tailândia, com pessoas humildes que não se interessavam em explorar os turistas.

Foi lá que aprendi a dirigir uma moto como profissional, que frequentava mercados locais pela manhã em busca de frutas frescas. Conheci o povo local onde aprendi mais sobre o país e até a falar algumas palavras de tailandês.

Participei de um casamento tailandês, mesmo não tendo sido convidado com antecedência. Uma das experiências que mais marcaram minha vida por aqui. Mas a maior lição desse primeiro Workaway foi a de viver com o básico do básico, sem luxo nenhum, não que eu já não soubesse fazer isso.

Era um bangalô no meio de uma floresta com chuveiro de água fria que constantemente entrava animais como lagartixas, mosquitos, aranhas e outras coisas mais. O banheiro era o típico tailandês. Chuveiro e privada tudo junto no mesmo lugar e claro, a descarga no balde.

Claro que com 2 semanas já estava acostumado com isso e até agradeço o curso intensivo de como viver na selva. Depois disso o que viesse ia ser lucro. Era possível conciliar o trabalho no bar com o do blog, já que o turno era dividido em 2. E que escritório de trabalho eu poderia querer ter se não fosse esse de frente pro mar.

Trabalho feito era hora de arrumar outro trabalho, dessa vez em Koh Phangan, a ilha mais baladeira da Tailândia. Mas bem longe do que vocês estão imaginando, minha passagem por lá foi bem longe da gandaia, com algumas exceções.

É que fiquei na parte oeste da ilha, onde ficam as praias mais bonitas, mas bem distante da agitação da ilha. Dessa vez o trabalho era ajudando na edição de um video e como moradia, nada mais nada menos que outro bangalô, só que dessa vez de frente pro mar.

A parte oeste de Koh Phangan é reduto de hippiesescolas de yoga e praias paradisíacas. A paz reina desse lado da ilha mesmo se tratando da ilha mais baderneira da Tailândia. Foram mais 6 semanas vivendo no jeito mais simples de todos.

Dessa vez não havia uma cozinha igual no outro trabalho, mas tinha 2 panelas elétricas e esse foi o jeito de se virar cozinhando e economizar uma grana. Muitos dias foram de arroz com ovo, pão com ovo, ovo com ovo e as vezes rolava até um hot-dog.

Mais um trabalho se acabava e também era hora de renovar o visto. Foi quando apareceu uma oportunidade para um terceiro Workaway, só que dessa vez em Kuala Lumpur, a capital da Malásia.

O choque seria grande, tanto pela mudança de ambiente quanto pela cultura do país. Sair da praia para viver na selva de pedra seria meio difícil, mas pra falar a real até estava com saudade. Outra diferença seria que estaria indo para um país de religião islâmica, mais fechado para coisas que achamos normais. Acabava a farra de andar descalço e sem camisa.

Por outro lado, estava indo para um lugar que já conhecia algumas pessoas e até tinha amigos locais. O trabalho seria em uma guesthouse, bem parecido com um hostel, só que muito mais simples.

Dentre os trabalhos que fiz por lá estava: carpintariarecepcionistalimpezaalimentar os gatosalimentar as iguanasregar as plantas e até trocar a fechadura de uma porta.

O aprendizado foi grande e meu inglês melhorou muito. A convivência com pessoas de todos os lugares do mundo ajudou muito nisso, ainda mais quando eu estava na recepção. Só que chega uma hora que só trabalho voluntário não é o suficiente.

Esses trabalhos não pagam nada para nós. Todos os trabalhos são feitos em troca de hospedagem e as vezes alimentação. Alguns até pagam um dinheiro básico, mas que não foi meu caso até agora.

Foi então que comecei a procurar trabalho, batendo de porta em porta. Alguns lugares até se interessavam, mas ficavam meio com medo de contratar um imigrante. Alguns outros diziam que iam ligar de volta, mas não ligavam.

Em pouco tempo eu tinha conseguido um trabalho, como barman em um bar bem próximo da guesthouse que trabalhava. Nunca tinha trabalhado de barman e foi algo bem diferente. Até então minha única função em um bar tinha sido do outro lado do balcão.

Cheguei a conseguir outro trabalho em um restaurante, mas o salário não compensava o trabalho que ia ter pra chegar no lugar e o dinheiro que gastaria de transporte, já que fechava de madrugada quando não havia mais ônibus nem metrôs.

Foi aí que surgiu a oportunidade de participar de um filme, como figurante. Meu papel era de um marinheiro inglês de um filme que acontecia nos anos 50. Meio que todos morriam no filme, mas eu não cheguei a morrer.

O pagamento era muito bom, não era necessário fazer muita coisa e era pago por dia de trabalho. Foi bem legal ver como tudo funciona. Mesmo se tratando de um filme malaio, bem simples, a produção por trás é muito grande. Os cenários que eram criados eram perfeitos, tudo feito de isopor.

Trabalhei muito com o blog enquanto estava em Kuala Lumpur. Fiz parceria com a secretaria de turismo da cidade e participei de diversos eventos. Pude participar do festival das cores Citrawarna, o festival mais importante da Malásia.

Fui à eventos de comida, coisa que é abundante no país. Tudo envolve comida e os malaios gostam de comer muito bem. Jantei no restaurante do chefe mais conhecido da Malásia e realizei um sonhoque estava na lista, fui ao Grande Prêmio da Malásia de Formula 1, tudo graças ao Visit KL.

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