Cultura Backpacker

Intercâmbio: a união do útil ao agradável

 

Aprender (ou aperfeiçoar) um idioma ou trabalhar e de quebra conhecer novas culturas e pessoas, crescer pessoal e profissionalmente e curtir uma nova viagem, quem não quer? “Unir o útil ao agradável” parece ser a palavra de ordem dos programas de intercâmbio. Quem já fez diz ter tido uma das melhores experiências de sua vida!

Todas as regiões do país têm agências especializadas em encaminhar os brasileiros para diversos países e para realizarem variados cursos e tipos de trabalho. Do “comum” inglês nos Estados Unidos ou Inglaterra; ao mandarim na China e até ao trabalho voluntário num kibutz em Israel! Há também estágios remunerados, trabalhos no campo ou para atletas.

A maioria das agências de intercâmbio cultural oferece programas do tipo:
Au pair: destinado às jovens que querem conciliar o estudo à convivência com uma família estrangeira cuidando das crianças da casa. Geralmente mulheres de 18 a 30 anos se encaixam neste programa.
Estágios para universitários (remunerados ou não): além de adquirir fluência no idioma, bagagem técnica e cultural você acrescenta a experiência em seu currículo.
Trabalho remunerado para universitários: para quem quer trabalhar em um outro país no período de férias da faculdade. Algumas agências promovem feiras nas quais empresas estrangeiras participantes entrevistam o candidato.
Férias para adolescentes: sem passar muito tempo longe da família, os adolescentes de 13 a 17 anos (geralmente) têm sua primeira experiência num intercâmbio cultural no período em que estaria de férias escolares aqui no Brasil.
High school: dirigido a estudantes do ensino médio que querem fazer um semestre ou um ano de curso em um outro país.
Cursos de idioma, pós-graduação, especializações, marketing entre outros também são oferecidos pela maioria das agências.

Primeiros passos
Ao se interessar em participar de qualquer um dos programas você irá fazer um cadastro na agência e receber as orientações de acesso ao país, obtenção de visto, documentos necessários além de ter um perfil traçado (no caso da ida aos Estados Unidos, o consulado americano também fará uma entrevista com o candidato).

Hospedagem: ficar na casa de uma família local é tradição do intercâmbio, porém você também pode negociar com a agência se quer ficar em uma pousada, albergue ou hotel. Aquele seu perfil também servirá para que avaliem com quais famílias você se adaptará melhor; dentro da cidade que escolher.

Experiências pra vida toda
Rodrigo Lucca, 37, um dos membros do Mochileiros.com teve uma experiência bastante interessante ao chegar a Whitehall, cidade do Estado americano de Wisconsin onde fez seu intercâmbio em 1991, aos 16 anos. Antes ele passou por Nova Iorque fazendo cursos e turismo.
“Uma das coisas que me lembro no meu curso preparatório para o intercâmbio era justamente a recepção que as “hosts family” faziam. O meu coordenador sempre dizia que seríamos recebidos com cartões, balões, confetes, cartazes, com inúmeras pessoas da família americana nos esperando… Mas, engraçado, não vi balões, cartões, mensagens, festa, nada” conta, acrescentando que ao não encontrar seus anfitriões sua atitude foi madura para seus 16 anos “Não chorei, não gritei, não entrei em desespero. Simplesmente percorri o único corredor do aeroporto em busca da minha família. Não a vi! Sentei-me do lado de fora do pequeno aeroporto (de Eau Claire, a cerca de uma hora de Whitehall) e fiquei esperando a minha futura família chegar. Não sei, mas acho que fiquei por uma meia hora sentado e pensando em voltar para o Brasil e desistir de tudo. Estava com a impressão de que o meu intercâmbio não daria certo. Sabe como é pressentimento…
Lembrei-me que portava um cartão com os seguintes dizeres: ‘Olá, sou intercambista e não falo inglês. Por favor, ajude-me. O nome da minha host family contendo o endereço e telefone está localizado atrás deste cartão. Muito Obrigado’. Apesar do “desencontro”, passadas 3 horas, lá vem a família americana de Lucca: um carro de 1969, um senhor com chapéu de cowboy, sua esposa e filhas, moradores da zona rural de uma cidade com 1530 habitantes!

Os dias passam e a adaptação segue, mas Lucca acabou “trocando de família” (é, você pode fazê-lo se houver necessidade – há agências que apresentam os termos para isso em contrato). Incentivados por um professor, os alunos da escola onde Lucca estudou convidaram o brasileiro para participar da vida jovem da pequena cidade. “No dia em que nevou, a escola toda foi ao meu encontro. A aula de inglês foi interrompida e fui levado por uma multidão de pessoas para ver neve pela primeira vez. Eles não acreditavam que uma pessoa não conhecesse neve. Isso era inadmissível e inacreditável. Dizia que o Brasil era um país tropical, que o nosso negócio era praia, mas isso não entrava na cabeça deles. ‘Não tem neve? Impossível’.” Este é um exemplo de algo “pequeno” mas que mostra bem que o intercâmbio é uma troca.

“Só posso dizer uma coisa: foi uma das melhores decisões que tomei na vida! Ainda hoje mantenho contato com as minhas duas famílias americanas. Trocamos cartas, e-mails e, em todos os natais, trocamos telefonemas. 1991, para mim, foi um ano em que valeu a pena ser vivido!”, completa Rodrigo Lucca.

Os países
Você pode visitar o resto do país no qual está estudando e ou trabalhando dependendo do visto que tem. Também é imprescindível que esteja informado sobre o país e saber as regras do programa do qual está participando.

O Canadá sempre foi boa opção. No caso do idioma, o país tem como línguas oficiais o inglês e o francês, cujos cursos são oferecidos.
As viagens pela África do Sul também garantem ao visitante paisagens variadas, de praias a desertos além da possibilidade de observar de perto a união das culturas negra, inglesa e holandesa (os dois últimos – origem da imposição do Apartheid).
A Nova Zelândia além de estar “do outro lado do mundo” (para os brasileiros) e ser um paraíso para os mochileiros, tem concentrado em um pequeno espaço as mais variadas paisagens.

Vários países da Europa fazem parte dos programas das agências. Vale pesquisar! Para quem quer sair do convencional, a Ilha de Malta (ao sul da Sicília) pode ser uma boa opção. Apesar da influência italiana é considerado um bom local para o aprendizado do inglês.
E para deixar de falar aquele “portunhol” vale dar uma investida nos vizinhos Argentina, Peru, Bolívia e outros países da América do Sul e Central.

Com mais de 4 mil anos de história e talvez, logo, “mandando no mundo”, a China é opção para quem quer ingressar no verdadeiro mundo do mandarim (língua chinesa).
Mais inusitado? Que tal trabalho voluntário num kibutz em Israel? Seis meses de voluntariado vivenciando um estilo único de comunidade!

As opções são várias, tanto de cursos/atividades quanto de “mundos” a serem explorados. Pesquisar sobre as empresas que oferecem os programas de intercâmbio, analisar atentamente preços, condições, contratos e atendimento é fundamental.

Saiba+ sobre intercâmbio aqui e aqui.

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