Cultura Backpacker

Overland

 

Apesar de as passagens aéreas estarem cada vez mais acessíveis ao bolso do mochileiro brasileiro e os vôos facilitarem a vida de quem está com pouco tempo, as viagens sobre terra têm por si só um grande fascínio. Além da possibilidade de passar por lugares únicos talvez explorados só por moradores, ver mais de perto belas paisagens e a “quase total” liberdade pra parar onde e quando quiser fazem com que muitos viajantes optem por esse tipo de viagem. Pode ser de carro, bicicleta, moto, ônibus, à pé ou num caminhão 4×4 metido no meio daquele nada que pra nós é tudo!

Overlanding ou Overland, ao pé da letra seria “viagem terrestre”, “viagem sobre terra”, mas as viagens em robustos e equipados caminhões viraram sinônimo do termo em inglês e geralmente têm um caráter de expedição que mistura vários quilômetros rodados e acampamento em vários cantos do mundo.
No Brasil, de 10 anos pra cá – quando apresentamos o 1º Overland brasileiro, o Korubo (que trabalha até hoje a região do Jalapão – TO) nada mudou: as expedições overland continuam “coisa de gringo” em território nacional. Talvez pelo preço, pelas condições das estradas e até pela sensação de falta de segurança (ou falta mesmo) empresários do setor do turismo ainda não despertaram para essa possibilidade de negócio.

Korubo tem roteiros no Jalapão – Foto: Divulgação

Apesar de contar somente um overland brasileiro, o país recebe os truck-travellers em suas estradas. Se você viaja pelo interior ou até mesmo por algumas capitais pode ter a sorte de cruzar com um desses 4×4 estacionados. Na cidade do Rio de Janeiro, uma das rotas dos viajantes, eles costumam parar no estacionamento do Flamenguinho. Em Salvador já visitamos um num estacionamento da Baixa do Sapateiro (perto do Pelourinho) e em outro momento os gringos curtiam Lençóis na Chapada Diamantina.
Os preços, num primeiro momento de fato não são muito convidativos. Uma “expedição” Rio-Buenos Aires pode sair por mais de USD 2.000 por pessoa. São 19 dias de aventura, partindo da capital fluminense, passando por Paraty (RJ), Brotas (SP), Campo Grande (MS), Pantanal, Bonito (MS),  pelas ruínas argentinas de San Ignácio Mini, Cataratas do Iguaçu até Buenos Aires!
Se fizermos as contas seria coisa de R$ 220 por dia para transporte, alimentação (10 cafés da manhã, 10 almoços e 10 jantares) e hospedagem (camping, hotel e fazenda). Exemplo de roteiro da Intrepid Travel (http://www.intrepidtravel.com/trips/GDOM#overview ).
Claro que se você fizer essa rota na carona e com ônibus (ou transporte próprio) possivelmente gastará menos, mas a jornada em si é o “barato” da viagem, além disso você não terá a interatividade e a atmosfera festiva junto a outros viajantes de várias partes do mundo.
Já na versão brasileira de Overland você terá de ir à Palmas, capital do Tocantins e o roteiro (que explora mais o destino em si) de 7 dias sai a R$ 2300 por pessoa, incluindo hospedagem (hotel e acampamento em tendas),alimentação (café da manhã, almoço, jantar, lanches de trilha, sucos e água filtrada/tratada própria da região) e claro, o transporte (exceto o de ida e volta à Palmas).

Nota: Preços consultados em setembro de 2012 e sujeitos à alteração.

Você já fez um Overland? Conte sua experiência pra gente!

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comentários

5 Comments

5 Comments

  1. Renata Pinto Espíndola

    24 de junho de 2015 at 17:57

    Fiz o roteiro da Korubo e posso garantir que é muito bom… Do tipo: valerá contar para meus netos.

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