Lhama em Machu Picchu - Paweł Opaska

Machu Picchu – Tudo sobre…

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Por incrível que possa parecer, Machu Picchu segue como um dos destinos mais procurados por mochileiros de todo o mundo, sobretudo por brasileiros. Há gente que já foi e volta e há os novos viajantes com o sonho de conhecer um dos mais belos lugares da América do Sul.
Boa leitura e logo mais, boa mochilada!

Machu Picchu vai fechar?

“Machu Picchu a cidade perdida dos Incas”. Quem nunca ouviu ou leu essa frase? Pois é, sobretudo para mochileiros brasileiros, Machu Picchu é destino obrigatório.

Magnífico e de indubitável importância histórico-cultural o local é o ponto mais visitado do Perú (e talvez da América do Sul) e por ser tão visitado, volta e meia um “Machu Picchu vai fechar” aparece em blogs, comunidades e fóruns.
O fechamento da cidadela teria grande impacto no orçamento turístico peruano e principalmente na cidade de Cusco, sua “base”; então muito provavelmente Machu Picchu não fechará. Bem, ela sobreviveu aos espanhóis e às intempéries, deve sobreviver aos 2500 turistas diários que a visitam (limite permitido. A Unesco recomenda 800).
Outro ponto que talvez faça com que viajantes se preocupem com o fechamento do sítio arqueológico é que nos meses de fevereiro a Trilha Inca é fechada devido às fortes chuvas. A trilha é somente um dos meios para se chegar à Machu Picchu, cidadela que fica no topo de uma montanha. Quem não quer fazer a trilha segue pra lá de trem ou por outra trilha. A cidadela em si (todas aquelas belas construções e ruínas que você vê em fotos) não fecha. Se houver chuva extremamente forte ela é fechada por curto período de tempo e depois tudo volta ao normal; portanto por precaução é bom evitar fevereiro/março.
Localização geográfica (num pedacinho de Selva Amazônica), mais chuvas fortes no verão, mais construção à beira de precipícios e o grande número de turistas estão fazendo com que o terreno local ceda, dizem, 1cm ao mês em direção ao abismo. Se a cidadela vai desabar um dia não sabemos.

A Trilha Inca é obrigatória?

Para alguns a resposta é sim – do ponto de vista aventureiro da coisa, mas a trilha inca ou “camino inca” (caminho inca) é uma das maneiras de visitar Machu Picchu. Boa parte dos viajantes que vai ao destino mais famoso do Peru, vai de trem de Cusco para Águas Calientes (povoado “aos pés” de Machu Picchu) e de lá pegam um micro ônibus para a cidadela inca.
Cusco recebe vôos das capitais boliviana (La Paz) e peruana (Lima).
A trilha (uma das várias na região) é o trecho de uma estrada pavimentada com pedras e a caminhada de dificuldade média e alta (dependo dos trechos) podendo levar até 4 dias. É necessária reserva antecipada para trilhar o caminho que é controlado pelo governo peruano.
O caminho liga Cusco à Machu Picchu. Mas há caminhos incas (feitos por eles) ligando a cidade a outros pontos do Peru, Equador, Bolívia, nortes da Argentina e Chile, chegando até o sul da Colômbia, áreas que fizeram parte do Império inca, cuja capital era Cusco. (Mais informações sobre, buscando “Qhapaq Ñan”).
Não deixe de se informar sobre uma trilha bastante interessante, mais barata e menos concorrida que a Inca, a Salkantay no decorrer deste post.

Trilha Inca Clássica

Trecho da Trilha Inca – Foto: Renzo Ucelli / PromPerú

A beleza da Cordilheira dos Andes descortina-se  nos cerca de 42Km de trilha, passando por vários sítios arqueológicos até chegar ao mais importante deles, Machu Picchu.

Ela começa no KM 82 da ferrovia Cusco-Quillabamba.
Se parar pra pensar, 42Km é uma distância relativamente curta, mas há de se levar em conta que são 42Km em terreno íngreme, com degraus na rocha e na altitude (vai até 4200m acima do nível do mar), portanto se você é sedentário irá sofrer. Você também terá que levar uma barraca e sua mochila, ou seja, peso extra. Para aliviar a subida, você pode contratar um carregador em uma das várias agências em Cusco.
Voltar? É de trem, não resta dúvida. Não sei se é permitido voltar à pé, mas também não conheço viajante que quis fazê-lo – risos.

Trilha Inca Curta

Com paisagens igualmente belas, a Trilha Inca Curta começa no KM 104 da ferrovia e não passa por alguns sítios arqueológicos. A altitude com relação à Classica é menor, 2300m acima do nível do mar e você não precisa dormir no acampamento de montanha, mas num hostel em Águas Calientes, por exemplo.
Em ambos os casos não é necessário fazer escalada ou utilizar cordas nos trajetos, mas é imprescindível estar atento às ribanceiras e ter nos pés um calçado bastante confortável.

Deixe o espírito desbravador em casa

Não é possível fazer a Trilha Inca sozinho. 500 pessoas diariamente podem percorrer o caminho. É o limite diário permitido pelas autoridades do turismo local. Então, deixe o espírito desbravador para um próximo destino…

Reserva com antecedência. Sim é preciso fazê-la!

Para fazer a Trilha Inca, além de certo preparo você terá que fazer a reserva antecipadamente. Você pode conferir a disponibilidade no www.machupicchu.gob.pe e notar que a trilha é bastante concorrida. Em 29/05 quando pesquisei para esse texto, só havia vagas disponíveis a partir de 02/10!
Ao acessar o site, clique em “Consultas” no menu de navegação superior da página, logo abaixo das fotos de abertura. Logo abaixo do menu de navegação escolha Camino Inka ( e o mês que deseja consultar).
Um calendário com o número de vagas diárias disponíveis aparecerá. (Do, Lu, Ma, Mi, Ju, Vi, Sab – são as iniciais de domingo, lunes, martes, miércoles, jueves, viernes e sábado, os dias da semana em espanhol).

Consultando disponibilidade / Reprodução

Mas atenção, não é possível fazer a reserva pelo site. “Você tem que obrigatoriamente contratar uma agência. Lá, na hora, você não vai conseguir, pois o viajante deve estar previamente cadastrado no controle do governo peruano”, alerta o viajante Fábio R. Hernandes, membro do Mochileiros.com.

Éh, só assim você será um dos 500 felizardos do dia!

No http://www.machupicchu.gob.pe/items/Agencias2012.html você encontra uma lista de agências credenciadas pelo governo peruano que trabalham Machu Picchu, Trilha Inca e outros passeios na região.

Além dos serviços de guia, de carregadores e montadores de barracas, as agências oferecem alimentação e água (fervida). É recomendável que você leve alimentos complementares (balas, chocolates, bolachas, barrinha de cereal) para os intervalos entre uma refeição e outra, lembrando que não há lanchonetes pelo caminho. Em Machu Picchu há, mas tudo é obviamente mais caro.
Peça sempre um recibo, qualquer que seja a agência, e que nele esteja especificado o que você está pagando, para no caso de algum problema futuro.
- Atente que se você for fazer a Trilha Inca a entrada para Machu Picchu estará inclusa, assim você não precisa fazer a reserva de ingresso ao sítio arqueológico pela internet.
Mais informações no www.machupicchu.gob.pe ou no www.drc-cusco.gob.pe/callcenteresp1/ e também por telefone: (5184) 58-2030 ou (5184) 23-6061

Trilha Salkantay – da neve à selva

Bela paisagem andina que vai da neve aos pés do nevado Salkantay ao início da Selva Amazônica peruana e com muito menos viajantes que a Trilha Inca Clássica, a Trilha Salkantay é uma opção aos aventureiros que querem conhecer um pouco além das ruínas de Machu Picchu.

Trecho da Trilha Salkantay / Foto: PromPerú

Pela menor quantidade de viajantes e turistas, Salkantay já seria a preferida de muitos somente por esse motivo e é unânime entre os viajantes: vale muito a pena!
São 4 dias caminhando em estradas de terra e vales, passando por pequenos riachos e pouca trilha. Como comenta o viajante Thiago Lage de Castro e Fonseca, a “Trilha Salkantay” poderia mesmo se chamar  ‘Caminho Salkantay’, “Salkantay , de trilha mesmo só tem o segundo e parte do terceiro dia, o restante é por pequenas estradas de terra que dão acesso aos povoados mais remotos.” No segundo dia uma subida por trilha até 4600m de altitude e o frio que “aperta”, requerem um pouco mais de preparo do viajante, tanto no físico como nas vestimentas. Mas, “frio mesmo só no acampamento do primeiro para o segundo dia, e durante a travessia da montanha que dá vista para o Salkantay. No resto a temperatura é bem tropical, como estamos acostumados [no Brasil]. No último dia, eu quase fritei de calor”, comenta.
Na Trilha Salkantay a belíssima paisagem andina é o plano de fundo e no percurso não há ruínas, somente ao seu final, quando você chegará ao sítio arqueológico de Machu Picchu. Já a Trilha Inca, antes mesmo de chegar à famosa cidadela, desvenda um pouco da civilização pré-colombiana através de suas antigas construções.

Sem reservas!

Uma vantagem da Salkantay: não é preciso fazer reserva antecipada, haja vista que não há um limite diário para fazê-la, como acontece com a Trilha Inca que é controlada pelo governo. “Salkantay você consegue até para o próximo dia se não for em altíssima temporada”, afirma o viajante Fábio R. Hernandes. Isso, além de não engessar o roteiro resulta em boa economia, garante acrescentando que a dica é pesquisar uma agência em Cusco e lá negociar o que é melhor pra você. “Fui a várias e escolhi a que fez o melhor preço e a que mais me agradou, além de eu pagar só quando eles foram me buscar [no hostel]. No mesmo grupo teve gente que contratou agência de nome e pagou quase o dobro que eu. Comeram a mesma comida, dormiram nas mesmas barracas, ouviram as mesmas histórias, chegamos juntos à Machu Picchu”. (Isso acontece porque quando uma agência não completa seu próprio grupo com um número x de pessoas, as enviam para outra, com um único guia – parece injusto pra quem pagou mais, mas é o que eventualmente acontece).
Atenção: Se você pretende fazer a Salkantay, o ingresso às ruínas de Machu Picchu já está incluso no pacote da agência, portanto não é necessário reservá-lo via internet. Se você por acaso já chegar à Cusco com o ingresso reservado e decidir fazer a Salkantay, terá que negociar com a agência o dia e também o abatimento do valor do ingresso (S/. 152) já pago do valor do pacote.
Atente também para a disponibilidade de subir o Huayna Picchu (montanha que está sempre ao fundo das fotos de Machu Picchu) se tiver interesse. Para ele é necessária reserva antecipada e pagamento de ingresso.

E por que com pacote?

Ok, nós odiamos pacotes… mas em alguns lugares eles se fazem necessários. Você não precisa comprar o pacotão: vôo pra lá, vôo pra cá, dia X, visita a A, B e C, volta D, passando por E, terminando em F, dormindo em G e pagando um rim por isso. Não!!!
As trilhas em Machu Picchu (a Inca, obrigatoriamente com guia/agência, pois tem disponibilidade diária restrita controlada pelo governo) podem ser facilitadas com a ajuda de carregadores, guia, barracas e comida pronta quando você chegar de um dia todo (cansado) de caminhada na altitude; é basicamente o que oferecem as agências locais, além do transporte até o começo da trilha (em Mollepata), uma noite em Águas Calientes (povoado aos pés de Machu Picchu) e trem até Ollantaytambo, de onde supõe-se, você voltará para Cusco ou para outro destino de seu roteiro.
Quem não se importa em perder parte da paisagem, há a opção de fazer o primeiro dia do percurso em van, até o primeiro acampamento da Salkantay. Negocie com a agência.

Vista de Cusco, cidade base para visitação à Machu Picchu, onde há várias agências – Foto: Divulgação / PromPerú

Peça sempre um recibo, qualquer que seja a agência, e que nele esteja especificado o que você está pagando, para no caso de algum problema futuro.

Na cara e na coragem

Sim, é possível fazer a Trilha Salkantay sem os serviços da agência, mas lembre-se que você estará no meio dos Andes, em trechos com até 4600m de altitude, carregando todo seu equipamento e tendo que montar acampamento e cozinhar depois de longas caminhadas.
Se você, por estar livre de agência, resolver fazer o percurso em mais dias, lembre-se que a entrada à Machu Picchu tem limite diário e você deverá estar com seu ingresso já comprado (e em mãos) e estar lá no dia correspondente (não é possível trocar as entradas para outro dia).
Além de prática em trekkings de longo percurso e duração (distância e dias) e nesse tipo de ambiente você deve ter um bom sentido de orientação, haja vista que a trilha não é demarcada, tampouco tem placas de sinalização e que um GPS no local só ajudará se você tiver os tracklogs de quem já se aventurou por lá. “Sozinho, sem saber o caminho, não acho prudente”, ressalta Fábio que já fez a trilha e está em contato diário com outros viajantes do Mochileiros.com que já fizeram.
Na comunidade você encontra mais informações sobre:  Clique aqui

Melhor época

É unânime a preocupação dos viajantes com relação à temporada de chuvas na região, sobretudo no mês de fevereiro, quando a Trilha Inca é fechada (Machu Picchu não é fechada, exceto se as chuvas forem realmente muito fortes e a visitação seja insegura para os monumentos e viajantes).

Turistas observam construções – Foto: Divulgação / PromPerú

Aclimatação

Você já deve ter ouvido falado em “mal de altitude” ou “soroche”. Pois é, a altitude elevada (a partir de 2000m já merece atenção) pode ocasionar certos desconfortos em alguns viajantes. Dores de cabeça, diarréia, vômito, insônia, tonturas e falta de ar até quando em mínimos esforços entre outros, são alguns dos sintomas considerados leves, mas em casos extremos, o Mal de altitude pode levar a casos de edemas pulmonar e cerebral e até a morte.
Repouso, analgésicos e boa hidratação podem ajudar na melhora dos sintomas considerados leves, bem como evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o esforço físico desnecessário. Nos Andes, especialmente no Peru e na Bolívia, as folhas de coca, mascadas ou em chá ajudam bastante nas caminhadas. Pode usar sem medo!
Se você sentir esses sintomas, não estrague sua viagem. Além de tomar esses pequenos cuidados é recomendável ficar um ou mais dias na região para que seu organismo se adapte. Algumas agências dizem que levam durante a trilha balões de oxigênio, mas quem já foi disse que nunca viu nenhum e mesmo se houvesse pra que precisar deles não é?
Que tal curtir um pouco da capital do Império Inca, Cusco ou passear pelos arredores antes? (Mais abaixo você encontra informações).
A noite cusqueña (também nome de cerveja peruana) com viajantes de várias partes do mundo pode ser bem animada!
Esses são prós; contra, pero no mucho, seria o gasto extra com hospedagem, passeios e alimentação, mas nada que valha mais que sua saúde e uma boa mochilada!
Mais informações e dicas de outros viajantes sobre o “mal de altitude” aqui ou aqui

O que levar para as trilhas

Trilhas Inca e Salkantay – O que levar na mochila?

Você pode optar por deixar sua cargueira na agência onde contratou o serviço (geralmente aceitam ou cobram taxa extra) ou onde está/esteve/estará hospedado em Cusco (geralmente eles têm um espaço para isso, ou seja, você não vai pagar uma diária para sua mochila) e levar para a trilha somente o que for essencial.
Além dos serviços de guia, de cozinheiro, de carregadores e montadores de barracas, as agências oferecem alimentação (café, almoço e jantar) e água (fervida) e ou chá de coca. É recomendável que você leve alimentos complementares (balas, chocolates, bolachas, barrinha de cereal) para os intervalos entre uma refeição e outra, lembrando que não há lanchonetes pelo caminho.

Trecho da Trilha Inca – Foto: Divulgação / PromPerú

Leve um cantil ou até mesmo garrafa pet, pois é de extrema importância estar hidratado durante toda a viagem, seja na trilha Inca ou na Salkantay. Em alguns trechos há pequenos riachos onde você pode encher seu recipiente; portanto leve também um purificador de água (líquido ou em pastilhas – do tipo Hidrosteril). Isso não faz volume, não custa caro, não pesa e pode evitar uma diarréia!
À noite é fria nos Andes, e pode ser muito fria próximo aos nevados, registrando temperaturas abaixo de 0, sendo assim é importante ter um saco de dormir. Se você não quiser levá-lo (por causa do peso e volume), as agências costumam alugá-los, dá pra pechinchar pedindo para incluir no que você vai pagar. Eu levaria o meu, acho uma coisa meio pessoal – risos. Dificilmente você vai conseguir alugar um de “primeira mão”. As barracas já estão no pacote.
Lenço umedecido (daqueles de higienizar bebês) ajuda muito na impossibilidade do banho. Na trilha Inca o chuveiro é disputado e precário; na Salkantay não tem e em ambos faz frio, principalmente à noite que é quando você desejará loucamente tomar um banho.
Leve também papel higiênico.
Repelente (sim, você estará num pedacinho da Amazônia peruana).
Kit solar: óculos e protetor (labial também é recomendado).
Kit menos frio nas extremidades: gorro e luvas.
A capa de chuva é recomendada por alguns viajantes (em Cusco vendem), pois o clima na trilha pode variar bastante.
Lanternas e pilhas (Existem também carregadores solares, vai do seu bolso e necessidade).
Câmera fotográfica (se for à bateria leve uma extra, pois não há tomadas nos acampamentos), filmadora, relógio, celular (mesmo que ele não funcione lá), documentos, cartões de banco, travellers cheque e dinheiro devem andar com você.
Folhas de coca (vendem pacotinhos em Cusco e outros vilarejos) e analgésicos para ajudar a combater os efeitos do Mal de Altitude (aqui), bem como os itens acima devem estar à sua mão, na sua mochila.
As trocas de roupa e outros pertences que levará podem estar na sua cota de 5Kg levada num dos burros que acompanham o trajeto. Se você puder levar menos de 5Kg melhor pro burro, mas melhor ainda pra você, pois no último dia e na volta você é quem precisará carregar tudo que é seu.

Para os pés (Sim você vai usá-los muito!)

Leve ou vá com um confortável (e nunca novo) calçado impermeável, pode ser bota ou tênis, o que preferir.
Chinelo para um descanso dos coitados no acampamento durante a noite.
Cada uma das trilhas tem pelo menos 4 dias de duração, portanto 5 boas meias para trekking são suficientes. Evite meias de algodão, elas não são boas para isso.
Mais pra cima - um bastão para a caminhada pode ajudar a poupar muito os joelhos arrasados em ambas as trilhas (se você não quiser levar, há lojas que vendem equipamentos em Cusco).

Vestuário

É um pouco complicado fazer uma lista de quantas peças de roupas levar, até porque uma pessoa pode fazer  4, 5 dias de trilha com uma mesma camiseta e outra pode trocar 1 ou 2 vezes no dia mas basicamente eu recomendaria: 3 camisetas ou babylook de malha, manga longa (as mangas ajudam a proteger os braços do sol e na pior das hipóteses, com calor, você as arregaça) e um agasalho.  1 bermuda, 1 calça impermeável.
Se você vai no inverno pode  levar 1 segunda pele (aquela fininha e de boa transpirabilidade – não sei se essa palavra existe, mas vamos criá-la então) , 1 fleece (aquele tecido bem fofinho, felpudinho)  e 1 anorak/parca (também chamado de corta-vento ajudando a proteger do vento e da chuva).
Não se esqueça das roupas íntimas. Um toalha sintética daquelas super absorventes e de secagem rápida é boa pedida.
No http://www.mochileiros.com/roupas-f177.html você pode encontrar muita informação sobre roupas para atividades outdoor em diferentes ambientes, climas e temperaturas! Vale pesquisar, não só pra essa viagem, mas para as muitas outras que virão!!!

Como reservar ingressos para os sítios arqueológicos

Machu Picchu a cidade “encontrada” dos incas

Sim, infelizmente de perdida a cidadela inca já não tem mais nada e você já deve saber mais do que eu, tudo que ela representa, o que é e o que não é e o que você encontrará lá, então resolvemos aqui fazer um manual básico para a compra de ingressos à Machu Picchu.

Consultando a disponibilidade de vagas

Consultando disponibilidade / Reprodução

1 – Acesse o site oficial do governo peruano www.machupicchu.gob.pe para comprar seus ingressos à Machu Picchu.
2 – O site está em espanhol, inglês, português e italiano. Escolha o idioma de sua preferência.
3 – (Em português…) Clique em “Consultas” no menu de navegação superior da página, logo abaixo das fotos de abertura.
4- Logo abaixo do menu de navegação escolha Machu Picchu e o mês que deseja consultar vislumbrando uma visita ao sítio arqueológico.
Um calendário com o número de vagas diárias disponíveis aparecerá. (Do, Lu, Ma, Mi, Ju, Vi, Sab – são as iniciais de domingo, lunes, martes, miércoles, jueves, viernes e sábado, os dias da semana em espanhol)

Se você clicar em “vagas” no menu de navegação na parte inferior da página poderá ver quantas pessoas já se cadastraram em determinado dia para visitar o local.

blablabla / Reprodução

Reservando

1 – Clique em “reservas” (a primeira opção do menu de navegação) e selecione o que deseja visitar:
- Para fazer a visita tradicional selecione Machu Picchu ou Machu Picchu – Museo (para incluir a visita ao museu) o que sairá por S/. 150 e S/.  152, sem e com museu, respectivamente.

Reservando / Reprodução

- Se você quer ter aquela vista “cartão postal” que vê todo mundo que já foi à Machu Picchu exibindo, desembolse S/. 152 escolhendo Machu Picchu-Haynapicchu (há um grupo das 7h às 8h e outros das 10h às 11h).

Dizem que o melhor horário é o das 10h, pois às 7h, por ainda ser cedo pode haver neblina. Ambos os grupos podem ser de até 200 pessoas cada.
Haynapicchu é aquela montanha cujas ruínas (Machu Picchu) estão aos pés.

Atenção: observe as datas e disponibilidade; quando de minha consulta para realização dessa matéria (em 29/05) só havia disponibilidade a partir de 03/06 (como mostra o printscreen da tela).
No http://www.mochileiros.com/huayna-picchu-perguntas-e-respostas-t21757.html#.T8QRnbDOWSo você encontra dicas de outros viajantes que foram.

- Menos concorrida e por S/.  142 soles há opção Machu Picchu-Montaña que está do lado oposto a Huaynapicchu. Este ingresso também dá acesso às ruínas e de cima desta montanha (ao sul) há uma bela vista panorâmica da cidade.

2 – Feita sua opção (atente que a informação sobre se há disponibilidade ou não aparecerá ao lado de “Compre online” dentro de um quadradinho negro), clique logo abaixo de “Quantidade” e insira quantos ingressos você quer comprar.
Clique em “Passo 2” e preencha os campos solicitados com seus dados, incluindo número do passaporte.

Vagas disponíveis / Reprodução

Informe quantas vagas pretende adquirir / Reprodução

3 – No terceiro passo você preenche o campo com seu endereço, lê os termos de compra do(s) bilhete(s) e gera sua reserva clicando em “Gerar reserva”. Os termos trazem o que pode e não pode no sítio arqueológico, amparo legal, informações sobre a compra do ingresso etc; está em espanhol, mas você pode baixá-lo e ler com mais atenção antes de viajar.

3º passo / Reprodução

Um número de reserva será gerado e um boleto com código de barras (sem linha digitável) também.

Gerado número de reserva / Reprodução

Pagamento

Você tem até 6 horas para efetuar o pagamento desta reserva. Passado isso, é impossível fazer o pagamento.
Se você já estiver mochilando pelo país, você consegue pagar o boleto em um banco de La Nación de Perú.
Os endereços das autorizadas em Cusco, Calca e Urubamba (incluindo unidade no povoado de Águas Calientes) estão em: http://www.machupicchu.gob.pe/items/puntosPago.html

Check-in no site

Depois de paga a reserva você deve imprimir seus tickets e digitar o código de reserva no campo “Check-in” (que fica no menu de navegação da página) de www.machupicchu.gob.pe
Se tiver dúvidas pode ligar para os telefones que aparecem na tela: (5184) 58-2030/(5184) 23-6061.
- Para ingressar ao sítio arqueológico você deve levar os tickets impressos e também seu passaporte.

Check-in no site oficial / Reprodução

Dica: deixe anotado o número da sua reserva ou ela salva em alguma pasta segura de seu computador ou webmail; assim se você precisar dos dados para uma eventual reimpressão (no caso de perda, furto, roubo) pode fazê-lo acessando o site (nessa mesma tela do “Check-in” ou ligando para os telefones do Call Center, indicados abaixo)

Dificuldades para comprar

Se você tiver dificuldades com a compra pode fazê-la com alguma agência autorizada, cadastrada no próprio site do governo peruano. No menu de navegação da página há a opção “consulta” e nela “agências” com telefone, e-mail e site da maioria delas.
Mais informações no www.machupicchu.gob.pe ou no www.drc-cusco.gob.pe/callcenteresp1/ e também por telefone: (5184) 58-2030 ou (5184) 23-6061

Site oficial tem informações sobre as agências autorizadas a operar em Machu Picchu / Reprodução

Desconto para estudantes

Os ingressos com desconto para estudantes devem ser adquiridos pessoalmente e com a International Student Identify Card  – ISIC do interessado, no escritório Regional de Cultura em Cusco, na Avenida de La Cultura 238 – Condominio Huáscar (de segunda a sábado, das 8h às 14h).

Alguns sítios da região

Raqchi / Foto: Divulgação

Raqchi é um dos vários sítios arqueológicos da região, mas com uma construção bastante diferenciada da maioria dos monumentos.  Dentre elas está um templo dedicado ao deus Wiracocha (divindade criadora do “todo” para os Incas).

O ingresso para visitação é S/. 10. Você precisará de transporte para chegar até lá.
Geralmente os poucos viajantes que visitam Raqchi vão de passagem quando seus roteiros seguem de Cusco para Puno.
O pequeno povoado tem nos terceiros domingos dos meses de junho uma conhecida festa folclórica.
Por não ser tão concorrido não há necessidade de comprar o ingresso antecipadamente.

Moray / Foto: Divulgação

Moray

Outro ponto para conhecer um pouco da cultura Inca também partindo de Cusco são os terraços Moray. No caminho, um pouco do modo de vida andino e belas paisagens.
As montanhas transformadas em “arquibancadas gigantes” recebiam, já pelo povo pré-colombiano, plantações de diferentes espécies num experimento ao que se adaptava ao solo local.
Também não tão concorrido, não há necessidade de comprar o ingresso antecipadamente (Custa assim como o Raqchi, S/. 10).

Raqchi e Moray geralmente são inclusos em passeios oferecidos por agências de Cusco, o que claro, não impede que você visite esses locais por conta própria, alugando um taxi por exemplo.

Machu Picchu de trem

A maioria dos viajantes que vai à Machu Picchu chega à cidadela de trem. Claro que as trilhas desvendam paisagens maravilhosas e nelas está o “momento aventura” da viagem; mas se você está sem tempo e se caminhar por 4 ou 5 dias em altitude andina abrindo mão de alguns confortos não está nos seus planos por que não conhecer um dos lugares mais interessantes da América do Sul de trem mesmo?

Trem da Peru Rail / Foto: Divulgação

Você pode embarcar na estação Poroy (a 20 minutos de Cusco) e seguir até a estação “Machu Picchu Pueblo” que fica no vilarejo de Águas Calientes. Nesse trajeto, de aproximadamente 4 horas , belas paisagens passarão por sua janelinha!
Se você já está passeando pela região (por exemplo, com um “boleto turístico”) também pode pegar o trem em Ollantaytambo e em cerca  de 2 horas estar na vila. O trem deve ser reservado com antecedência, principalmente na “altíssima” temporada que vai de maio a setembro.

O serviço é operado pela Peru Trail oferecendo os seguintes:
Vistadome: janelas panorâmicas e vagão com partes de vidro no teto; ar condicionado, calefação e serviço de bordo estão inclusos na passagem do vagão Vistadome. (USD 79)*.

Vista dome tem amplas janelas e partes do teto em vidro / Foto: Divulgação

Expedition: sem vidros no teto ou os pequenos luxos do Vistadome, o vagão Expedition é a opção mais econômica da Peru Trail. (USD 72)*.
Hiram Bigham: é o vagão First First Class da Peru Trail e nele só são transportados 84 passageiros. (USD 329)*.
Os trens partem da estação Poroy (a 20 minutos de Cusco) e de Ollantaytambo.
Da estação Machu Picchu (Águas Calientes) o viajante toma uma van ou taxi até a entrada das ruínas. Tente ir o mais cedo possível, assim você não concorre com tanta gente que fará o mesmo que você!

*Os preços (apresentados em dólares americanos) referem-se a passagem para uma pessoa, somente de ida. Foram consultados em junho de 2012 e podem sofrer alterações, bem como a oferta de tipos de vagões e serviços. Mais informações em: http://www.perurail.com/ ou http://www.perurail.com/es/contact_us.php

Cusco e Valle Sagrado

Enquanto você não pega uma trilha, Inca ou Salkantay pode usufruir de Cusco e arredores, aproveitando para aclimatar-se à altitude.

Plaza de Armas – Cusco, Perú – Foto: Jorge Sarmiento / PromPerú

A cidade oferece a S./130 (menos de R$ 100 – cotação de 01/06) o “boleto turístico” que dá direito ao viajante conhecer seus museus (chamado Circuito 2), o Valle Sagrado dos Inkas (Circuito 3) e 4 sítios arqueológicos da região (Circuito 1), interessante para quem quer conhecer um pouco mais da arquitetura inca.

O Circuito dos  museus, é um City tour que passará pelos Museos de Arte Contemporáneo, de Arte Popular, Histórico Regional (casarão colonial erguido sobre muros incas), Sítio de QOricancha e pelo Centro de Arte Nativo Qosqo, com apresentações musicais e de dança folclóricas de diversas comunidades e distritos de Cusco. (Qosqo é Cusco em Quechua – Cusco é em espanhol).

Já o Valle Sagrado dos Inkas, sairá de Cusco rumo a Pisaq, Chinchero, Moray e Ollantaytambo.
Pisaq, vila que fica a 33Km de Cusco conta com uma feira aos domingos que traz moradores de várias áreas vizinhas, ótimo momento para fotografar o colorido dos Andes, dos produtos e das vestimentas.
Também aos domingos, se você tiver curiosidade, pode até assistir a uma tradicional missa em Quechua (importante língua indígena sulamericana e uma das línguas oficiais do Peru, Bolívia e Equador – o idioma é anterior aos Incas!).
Ali também há um dos mais importantes sítios arqueológicos de Cusco.
Chinchero, a 28Km também tem um mercado dominical onde é possível comprar produtos regionais têxteis e artesanato em geral. A bela paisagem do distrito é completa pelos nevados Chichón e Wequey Wilca (El Puma ou Verónica), que o ladeiam.
Ali também estão os restos do que foi uma fazenda real de um dos últimos governantes incas e uma bela igreja colonial erguida sobre bases incas.
Moray é um outro ponto para conhecer um pouco da cultura Inca também partindo de Cusco. Os terraços Moray, “arquibancadas gigantes” feitas na montanha recebiam, já pelo povo pré-colombiano, plantações de diferentes espécies num experimento ao que se adaptava ao solo local.
Ollantaytambo está sobre 2 montanhas. Templos, palácios e as impressionantes construções e distribuições “urbanísticas” incas podem ser apreciadas ali.

No chamado Circuito 1 do boleto turístico você terá chance de conhecer importantes sítios arqueológicos. Só em Saqsaywaman (a somente 2Km de Cusco) são 33 deles. Puka Pukara (a 6Km de Cusco), Tambomachay (a 7Km) e Qenqo (a 4Km) fazem parte deste circuito que é bastante interessante para quem gosta de história e arqueologia.

Cusco e Chinchero (aos domingos) têm boas opções para compra de artesanato – Foto: Divulgação / PromPerú

Alguns desses lugares estão a mais de 3000m de altitude (própria Cusco está a 3400m), então pegue leve, proteja-se do sol e mantenha-se bem hidratado.
No caminho de tudo isso, um pouquinho do modo de vida andino e belas paisagens!
Os circuitos também podem ser comprados separadamente ao custo de S./ 70 cada.
Alguns desses sítios, como Moray por exemplo, cobram S./10 o ingresso, então o “Boleto turístico” para os 3 circuitos ou até separadamente, pode valer a pena em termos de economia.

Mais informações sobre o Boleto Turístico/Circuitos em: http://www.boletoturisticocusco.com/ e sobre Cusco e o Valle Sagrado aqui

Dica: Alguns viajantes que querem visitar Machu Picchu (via trem, sem trilha nem Inca, nem Salkantay) podem comprar o boleto turístico para o passeio pelo Valle Sagrado e pedir pra ficar em Ollantaytambo para pegar o trem para Águas Calientes (vila aos pés de Machu Picchu).  Fique atento somente aos horários de saída do passeio e do trem (horários e preços no http://www.perurail.com/ )

Fotos de Machu Picchu:

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Jornalista responsável e editora do Mochila Brasil | Co-fundadora do Mochileiros.com


Posts relacionados & Comentários

  • VCS TEM UMA PREVISÃO SOBRE O GASTO DE DE UMA VIAGEM DESTA? COMO ESTA A SEGURANÇA NESTES LOCAIS? PRETENDO IR EM JULHO/14, HA ALGUMA RESTRIÇÃO?

    WAGNER ABREU 12/30/2013 22:07 Responder
  • Olá pessoal!
    Estou programando uma viagem para o Lima e Machu Picchu no final de agosto, mais precisamente de 23 a 29 de agosto. Quem teve lá recentemente? como está a entrada no parque, teve alguma restrição em função do que falaram que as ruinas estão cedendo? pretendo ficar 2 dias em Lima e 3 dias em Cuzco/Machu Pcchu, será que dá para fazer o passeio com este período reduzido de dias?
    abraço a todos!

    Artur Butierrez Aranha 07/08/2013 13:44 Responder
  • Claudia, parabéns pela matéria, muito boa!
    Obrigado pelas dicas.

    Joao Minetto 06/01/2013 11:46 Responder
  • Pessoal, estive em lima e Cusco, Machu Picchu e região de 08/05/2013 a 18/05/2013. Foi tudo que eu imaginava e mais um pouco. Fiquei em um hostel em Cusco chamado Milhouse que é incrível. É barato e tem até um bar com banda tocando todas as noites. Vale a pena demais. Só tomem cuidado com os cartões, pois lá há caixas para sacar em dólares em todo lugar, mas alguns cartões dão dor de cabeça. Tbém, na entrada no país não precisa de passaporte, apenas identidade. Mas no aeroporto, a gente recebe um pequeno recibo de entrada no país. Não o percam de forma alguma, pois eu perdi o meu e passei um dia inteiro na emigração em Lima para conseguir outro para poder sair do país.

    Adriano de Oliveira Silva 05/30/2013 22:04 Responder
  • Pingback: Machu Picchu em imagens - Mochila Brasil

  • Chego em Machu Picchu às 6h (durmo antes em Águas Calientes). Estava pensando em voltar no trem Vistadome das 15h20 para ver a paisagem, pois na ida viajarei de noite. Estou na dúvida se dá tempo suficiente para conhecer MP ou se é melhor vir no trem das 17h30 e perder a paisagem.

    Alexandre 05/30/2013 12:16 Responder
  • Pingback: As cidades perdidas da América do Sul - Mochila Brasil

  • ola parabéns pelo site, perfeitas informações.
    estou indo para la agora no feriado de corpos de cristi, porem como nao estou fazendo nada com agencia estou muito em duvida de quantos dias fico em cuzco.
    machu picchu eu conheco em um dia ne?
    e os principais passeios faco em 2 dias? quais sao os principais que nao posso deixar de fazer?
    4 dias la no total esta bom?
    consigo comprar todos os passeios la com facilidade ou e melhor comprar tudo antes?
    qual e o bom hotel em cuzco? sabe dar alguma dica?
    muit obrigada!!!!!!

    mariana 05/16/2013 22:07 Responder
  • Olá!

    Adorei as informações, site perfeito! Para dezembro, natal, vc acha que chegando direto em Cuzco consigo o trem ou vc acha melhor fechar td antes daki pela internet a entrada do sitio arqueológico lá encima + o trem?? Vcs sabem algo sobre passar o Natal lá?? O clima deve ser quente né? No aguardo! PS: Seria para eu e minha mãe e nada de trilha rs. OBRIGADA!!!

    Karyne 05/09/2013 12:56 Responder
  • é necessario passaporte para ir para macchu picchu? Se for como faço para tirar? Tem como ir de onibus do acre para cuzco?

    yaselle.19@gmail.com 04/11/2013 10:43 Responder
  • tenho vontade de conheçer

    baruque 03/29/2013 23:48 Responder
  • Outra dúvida, essa Trilha Inca Curta para Machu Picchu.são quantos dias? No meu caso, eu só tenho 5 dias e meio, vale a pena fazer?

    Tatiane 03/18/2013 18:49 Responder
  • Olá Claudia! Boa tarde!

    Simplesmente adorei o seu post! Será que vc poderia me ajudar a montar um roteiro?
    Sou mochileira de primeira viagem, irei para Cuzco no dia 29/09, chegando lá meio dia do dia 30/09 e retorno do dia 06/10 pela manhã cedinho, ou seja, serão 5 dias e meio para aproveitar a viagem. Diante desse curto tempo, pelo que você conheceu lá, o que vc sugere de passeios? Devo me hospedar aonde? Cuzco? Aguas Calientes? Aguardo resposta, Bjs e Muuuuuito obrigada!

    Tatiane 03/18/2013 18:24 Responder
  • Não precisa fazer reserva nenhuma,fui dia 24 de fevereiro de 2013,comprei o pacote com trem,uma noite em águas calientes e entrada a machu picchu para duas pessoas dia 22 sem problemas, e ainda chegando lá havia ingressos na hora para quem foi por conta.

    Micael 03/09/2013 14:01 Responder
    • Obrigada por dividir conosco a informação Micael.
      Abraço!

      Claudia Severo de Almeida 03/09/2013 19:21 Responder
    • Boa noite.
      Agradeço se a puderes me ajudar:
      Chego em Cusco no dia 24/08/13 pela manhã. Minha dúvida é se no mesmo dia vou até Ollaytantambo (tem como?) para pegar o trem no fim da tarde e chegar em Águas Calientes à noite para visitar Machupicchu no dia 25/08 bem cedo, ou fico o primeiro dia em Cusco e pego o trem no dia 25/08 de manhã cedo e chego em Machupicchu no fim da manhã. O problema da segunda opção é que eu teria pouco tempo para visitar Machupicchu, dizem que não é recomendável ficar muito tempo em Águas Calientes e tenho intenção de subir na Huayna Picchu. Qual a recomendação?

      desde já agradeço!

      Cristiano Moyses 06/16/2013 19:31 Responder
  • Quanto a levar crianças, o que voces me dizem… eles são acostumados com viagens porém nunca fomos a um local com tamanha altitude. Tenho uma filha de 09 anos e um filho de 07 anos. Vamos acompanhados de um casal peruano, fazendo o caminho via terrestre Brasil/Peru.

    Ludeger Sartorio 02/12/2013 12:16 Responder
  • Olá, Macchu Picchu não irá fechar. Estive lá no início do mês de janeiro deste ano e as informações dadas pelos guias é “a partir deste ano Macchu Picchu só poderá ser visitada por duas horas diariamente.”
    É uma pena mas eu dei sorte de poder ficar o dia todo quase.

    Luciana 01/31/2013 16:05 Responder
    • Obrigada por dividir conosco a informação Luciana. Abraço.

      Claudia Severo de Almeida 02/06/2013 0:33 Responder
    • Provavelmente você entendeu errado, em duas horas não é possível conhecer metade das ruínas na companhia de um guia (o que é essencial para entender muita coisa) e isso sem contar Huayna Picchu que sozinha requer umas duas horas para subir e descer, tem pessoas que levam mais tempo.
      O que pode acontecer para limitar o número de visitantes é que o horário permitido de entrada seja de duas horas APÓS a abertura do sítio.

      Sandro 05/31/2013 13:15 Responder
  • Olá cara mochileira Claudia!
    gostei muito do seu post, foi esclarecedor, sanou muitas dúvidas e fez com que eu mudasse um pouco a minha opção de rota turística…
    Apesar disso, ainda restaram algumas dúvidas, e gostaria que você pudesse saná-las:
    1- o “boleto turístico” que você comentou, dá acesso aos 3 “circuitos”? ou somente a um deles?
    2- no “boleto turístico” já está incluso o ingresso aos sítios arqueológicos, ou eles devem ser comprados em separado?
    Obrigado

    André 01/27/2013 15:42 Responder
  • Olá cara mochileira Claudia.
    Gostei bastante do seu post… foi bastante esclarecedor.
    estou querendo fazer a trilha inca, mas antes vou aproveitar alguns dias em Cusco… porém fiquei com algumas dúvidas, e ficaria agradecido se você pudesse saná-las.
    Não entendi bem se o “boleto turistico” dá permissão para fazer os 3 circuitos ou somente para um??
    nele já estão inclusos os ingressos para as “atrações” ou isso deve ser comprado à parte?
    abraços!

    André 01/27/2013 15:29 Responder
    • Oi André! Que bom que o post lhe ajudou :).
      Bem, cada boleto turístico dá direito ao viajante conhecer um circuito (o 1, tem 4 sítios arqueológicos da região; o 2 é o de museus e o 3 é o Valle Sagrado dos Inkas).
      De qualquer forma, antes de comprar vale você perguntar, pois podem mudar algum circuito ou oferecerem alguma vantagem de ocasião.
      Abraço!

      Claudia Severo de Almeida 02/06/2013 0:40 Responder
  • Olá.. muita boa reportagem sobre Cusco e MP. Minha dúvida é em relação a trilha Inca de 2 dias. Pelo o que entendi, nessa trilha curta vc tbm necessita contratar uma agência, mesmo que seja somente 1 dia de trekking, é isso mesmo? Não há possibilidades de fazer contratando somente um guia e não o passeio todo?

    Abs

    Raphael 01/25/2013 10:45 Responder
  • Olá,

    Gostaria de esclarecer uma dúvida com relação a cambio.
    E MP, Cuszco, Lima, etc. aceita o Travel Money Card?
    É vantagem levar dolar para comprar a moeda local por lá?
    Aceita cartão de credito nos lugares?
    Quanto levar em SOl peruano (aproximadamente)??

    thais carneiro 12/20/2012 8:05 Responder
    • Melhor levar dólares, a cotação é melhor lá pra trocar por soles ;)

      Rachel 01/12/2013 7:39 Responder
    • Oi Thais! O Travel Money Card é aceito sim. É mais recomendável levar dólares que reais. Sim, aceitam cartões de crédito desde que sejam internacionais. Se estiver escrito “valid only in Brazil” aí não ;).
      Se você tiver conta corrente também pode sacar moeda local em caixas eletrônicos locais. Apenas consulte essa possibilidade junto ao seu banco (se o seu cartão tiver por exemplo, aquelas bolinhas da rede Cirrus, você pode sacar em caixas eletrônicos que estejam ‘ligados’ a essa rede). Se você tiver limite, também é possível efetuar saques do seu cartão de crédito internacional (só precisa avaliar se é vantajoso pra você, com relação à cotação pois a fatura só vem depois né? rsrsrs)
      Quanto levar… fica difícil lhe responder. Vai depender do número de dias que quer ficar. Se tiver dólares, sugiro fazer o câmbio aos poucos pra não trazer Soles pra casa; quando achar uma boa cotação, tente trocar uma quantia boa que possa cobrir o maior número de dias da sua viagem.
      No http://www.mochileiros.com/custos-e-planejamento-financeiro-de-viagem-f466.html tem uma área bastante completa falando sobre custos e planejamento financeiro de viagem (o que inclui informações sobre travellers cheques/cards, saques etc)
      Abraço!

      Claudia Severo de Almeida 02/06/2013 1:25 Responder
  • Boa noite, por favor, gostaria de entrar em contato com Claudia Severo de Almeida, é possível?

    Ana Gabriela Souza 10/26/2012 0:27 Responder
  • Pingback: Turismo com (ainda mais) conteúdo no Peru - Mochila Brasil - Mochila Brasil

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