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15 coisas pra fazer em Quito e arredores

O Equador foi uma grata surpresa.  Entramos no país por terra atravessando a fronteira entre as cidades de Zarumilla (Peru) e Huaquillas (Equador), um lugar caótico cheio de sacoleiros e motos correndo de um país pro outro. Fronteira típica sul-americana com uma boa pitada de Rua 25 de março. As paisagens da Carretera Panamericana, que serpenteia a costa do Pacífico, cheias de dunas e praias ficaram pra trás e o ônibus segue continente adentro pelas estradas equatorianas. Pra quem entra no país por essas bandas, a primeira impressão que se tem é que o Equador é uma grande plantação de bananas. Horas depois chegarmos em Quito e a surpresa não poderia ser melhor.

 

1 – Se hospede no bairro de Mariscal.

Sim! É o melhor lugar pra ficar em Quito. Outra boa opção é o Centro Histórico, mas Mariscal é especial. É o bairro gastronômico e boêmio da capital equatoriana, fica perto do Centro e no meio do caminho entre as principais atrações da cidade. É uma área agradável com construções baixas, ruas estreitas e arborizadas.  A grande concentração de bares, restaurantes, cafés e hostels faz do local um ponto de encontro para viajantes de todo o mundo.

Esquina das ruas Juan León Mera e José Calama. O ponto alto do bairro bôemio de Quito - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Esquina das ruas Juan León Mera e José Calama. O ponto alto do bairro bôemio de Quito – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

2 – Tirar fotos panorâmicas no Parque Itchimbia.

O Parque Itchimbia fica no alto de uma colina com 2.910m de altitude, onde é possível ter uma vista de 360º da cidade. É um ótimo lugar pra você tirar fotos panorâmicas. Além de pistas para caminhada e espaços floridos e gramados, o parque conta com o Centro Cultural Itchimbia, local que abriga exposições e eventos. A estrutura do prédio todo construído em aço e vidro, fazia parte do primeiro mercado público de Quito, o mercado Santa Clara, e foi trazido da Bélgica em 1899. Vale muito a pena visita e a entrada é gratuita!

Lugar ideal pra ver Quito lá de cima e sem pressa. Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Lugar ideal pra ver Quito lá de cima e sem pressa. Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

Palácio de Cristal - Centro Cultural Itchimbia. Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Palácio de Cristal – Centro Cultural Itchimbia. Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

3 – Fazer um walking tour pelo Centro Histórico.

Fácil de percorrer a pé, o Centro Histórico de Quito é um dos mais belos e preservados da América do Sul. Foi declarado pela UNESCO, junto com a Cracóvia (Polônia), o primeiro Patrimônio Cultural da Humanidade em 18 de setembro de 1978.
No passeio os destaques são a Calle de La Ronda,a Plaza Grande, a Plaza del Teatro, a Plaza de La Independencia, a Basilica del Voto Nacional, a Iglesia de La Compania de Jesus e a Plaza de San Francisco (+ Iglesia de San Francisco). Imperdível!

Calle de La Ronda - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Calle de La Ronda – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

4 – Visitar a Casa de la Cultura Ecuatoriana.

Um lugar pra conferir exposições e apresentações da arte equatoriana. A Casa de la Cultura Ecuatoriana fica em frente ao Parque El Ejido e a entrada é grátis.  Confira a agenda aqui

Entrada da Casa de La Cultura Equatoriana - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Entrada da Casa de La Cultura Ecuatoriana – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

5 – Visita à Feira de Artesanato do Parque El Ejido.

Um lugar pra descanso e lazer no centro de Quito. O parque El Ejido abriga aos domingos uma feira de artesanato com diversos elementos da cultura equatoriana. O destaque fica para as pinturas de Tigua. Arrume espaço na mochila, você vai querer comprar algo!

El Ejido Park - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

El Ejido Park – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

6 – Subir ao Cerro El Panecillo e tirar mais fotos panorâmicas da cidade.

Acorde bem cedo e se o tempo estiver aberto, a boa é conhecer o mirante do Cerro El Panecillo. De lá você terá uma “buena vista” com direito a tirar fotos do topo nevado de alguns dos vulcões que rodeiam Quito. Lá em cima está a guardiã da cidade, uma estátua de alumínio com 45m de altura que representa a Virgem Maria. Com asas angelicais ela segura uma serpente acorrentada e presa sob seus pés. A serpente representa a besta, o anti-cristo. Por esse motivo a estátua também é chamada de a Virgem do Apocalipse. Não dá pra perder!

A Virgem de Quito com seus 45m de altura. Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

A Virgem de Quito com seus 45m de altura. Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

7 – Passear no Teleférico de Quito.

O passeio de subida no teleférico de Quito começa aos 2.950m de altitude, dura 10 minutos e chega a 4.053m percorrendo uma distância de 2,5 km. Na chegada você terá acesso ao Mirante Cruz Loma, um dos mais altos da cidade.  Mais informações sobre o teleférico você pode conferir aqui

 

Teleférico de Quito - Foto: Quito Visitors Bureau

Teleférico de Quito – Foto: Quito Visitors Bureau

8 – Comer um Sanduche de Chancho.

É uma instituição equatoriana, principalmente na cidade de Guaiaquil, mas em Quito você também poderá saborear um delicioso “Sanduche de Chancho” , que nada mais é que um lanche de pernil com um toque equatoriano. São vendidos em pequenos quiosques e em diversos restaurantes da cidade. Simples ou com vários acompanhamentos, não deixe de experimentar!

Sanduches de Chancho, uma instituição equatoriana. Foto do site http://www.sanguchologia.org/

Sanduches de Chancho, uma instituição equatoriana. Foto do site http://www.sanguchologia.org/

 

9 – Experimentar uma iguaria equatoriana: Catzos Blancos com Tostados.

O Catzo Blanco é um besouro muito apreciado na culinária popular equatoriana. Na época das chuvas, entre os meses de outubro e dezembro o petisco é facilmente encontrado em feiras populares de Quito. Em sua preparação, os insetos são colocados vivos em um recipiente com farinha de trigo, onde se alimentam do farináceo durante algumas horas. Depois têm suas asas e patas arrancadas e são colocados em uma solução com água e sal por alguns dias. Após esse processo os Catzos são fritos em manteiga até ficarem douradinhos e crocantes! São vendidos em pequenos sacos plásticos e degustados junto com grãos de milho tostado.  Uma verdadeira iguaria!

Catsos Blancos, uma Iguaria Ecuatoriana. - Foto: Jacqueline Ruiz

Catzos Blancos, uma iguaria ecuatoriana. – Foto: Jacqueline Ruiz

 

Arredores de Quito

 

10 – Visitar a Floresta Nublada de Maquipucuna

A Reserva Ecológica de Maquipucuna se estende por uma área de 6.000 hectares aos pés do vulcão Pichincha e faz parte do corredor biológico Tumbes-Chocó-Magdalena, uma região considerada por diversas ONGs  como um dos 5 hotspots com maior concentração de biodiversidade no mundo. A área fica a apenas 45 minutos de Quito e é o habitat do Tremarctos ornatus, o Urso de Óculos, a única espécie de urso endêmica da América do Sul.
Mais informações de como visitar o local você pode encontrar aqui

Urso de Óculos ou Urso Andino na Reserva Ecológica de Maquipucuna - Foto: Pete Oxford

Urso de Óculos ou Urso Andino na Reserva Ecológica de Maquipucuna – Foto: Pete Oxford

 

11 – Fazer uma tour no Parque Nacional Cotopaxi

O Cotopaxi é um vulcão ativo e nevado com 5.897m de altitude que fica apenas a 75Km de Quito no Parque Nacional Cotopaxi.  É o segundo vulcão mais alto do Equador e você não precisa ser um Waldemar Niclevicz pra passar uma noite (ou mais) hospedado no refúgio de sua base. Pra isso basta você contratar uma tour em alguma agência de Quito. Uma opção é a Guliver que fica no bairro de Mariscal.
Você também pode fazer essa tour por conta própria, pra isso, basta pegar um ônibus (bem cedo) no terminal terrestre de Quito sentido Panamericana Norte, e pedir pro motorista parar na entrada do Parque Nacional Cotopaxi.  Chegando lá você terá que contratar um 4×4 para ser levado até o estacionamento que fica a 4.500m de altitude. A subida até a base que está a 4.800m de altitude é considerada de nível leve para montanhistas. No inverno a temperatura no local pode chegar a 10° negativos, por isso se for se aventurar por lá, é importante que tenha roupas e equipamentos especiais.

Estacionamento próximo a base do vulcão em um dia bastante nublado - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Estacionamento próximo a base do vulcão em um dia bastante nublado – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

12 – Tirar uma foto com um pé no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul, no Parque Mitad del Mundo.

Você já deve ter visto alguma foto desse lugar! É exatamente onde viajantes do mundo inteiro vão para tirar uma foto com um pé em cada metade do mundo em plena latitude 0º 0′ 0″. Fica a 13,5km de Quito. Para mais informações clique aqui

Monumento da Mitad del Mundo - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Monumento da Mitad del Mundo – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

13 – Viajar de trem pelo Equador.

Até poucos anos atrás, mochileiros de todo mundo viajavam sentados sobre vagões de carga por um percurso rodeado de vulcões, povoados indígenas e as belas montanhas da cordilheira dos Andes. A viagem que tinha início na cidade de Riobamba, terminava com uma longa descida em ziguezague pela montanha chamada de ‘Nariz de Diablo’ até a cidade de Simbabe – trecho até hoje considerado uma façanha da engenharia ferroviária tendo ficado conhecido como o “mais difícil do mundo” devido a suas condições geográficas.
Se procurar por ‘Nariz del Diablo’ no Google, vai encontrar diversas fotos e matérias sobre esse período.  Esse pedaço de ferrovia era o que havia restado do “Ferrocarril Transandino”, linha férrea centenária que corta quase todo o território equatoriano, com 452km de extensão.

Após sua total degradação em 2009, a ferrovia foi então reconhecida como Patrimônio Cultural do Equador e recebeu milhões de dólares em investimentos. Passou por uma total restauração e hoje é a principal rota turística de trem da América do Sul. São diversos trajetos, como o “Avenida de Los Volcanes” que parte de Quito e corta uma região rodeada de vulcões; o “Tren de la Libertad” que segue por túneis e pontes monumentais entre as montanhas andinas; o Tren de Hielo, cujo percurso passa aos pés do Vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador e o clássico Nariz del Diablo, entre outros novos trajetos. Se viajar de trem é o seu sonho, na América do Sul, seu país é o Equador!

 

Tren de Hielo com o vulcão Chimborazo ao fundo - Foto: Tren Ecuador

Tren de Hielo com o vulcão Chimborazo ao fundo – Foto: Tren Ecuador

 

Saímos de Quito as 10h da manhã e depois de 3 horas de viagem chegamos à cidade de Baños. Da estrada já dava pra ver o Tungurahua fumegando. Era a primeira vez que via algo parecido. Na entrada da cidade, máquinas ainda trabalhavam para remover as cinzas da última erupção.
Baños fica em um vale entre os pés do vulcão e outra montanha e é impossível não pensar: Esse povo é maluco? “Não! Mama Tungurahua nos protege!” disse o taxista que nos levou até um mirante que fica do lado oposto ao vulcão. Lá de cima um verdadeiro espetáculo da natureza com tudo o que isso representa, incluindo beleza e perigo. A fumaça não para de sair. As nuvens passam lentamente sobre a cidade, e nós estamos acima delas, a vista hipnotiza e nos remete ao silêncio quando de repente um Bruuuummmm… O ronco de um vulcão é algo parecido com um trovão misturado com a vibração emitida pela bateria de uma escola de Samba. É sentir pra entender!

14 – Visitar Baños e o Vulcão Tungurahua.

Baños fica a 170km de Quito e se você estiver com pouco tempo é possível fazer um bate-volta. O Tungurahua desde 1999, é o vulcão com maior atividade na América do Sul. De lá pra cá foram 4 erupções violentas que deixaram a cidade de Baños parcialmente sob lavas e cinzas. É sem dúvida uma atração imperdível, principalmente pra quem nunca viu nada parecido.  Além do vulcão a cidade também conta com várias outras atrações, como trilhas e cachoeiras belíssimas ao longo do rio que corta a cidade, o Rio Verde. No Parque Aventura San Martín, o visitante pode experimentar tirolesas e até uma “Ponte Tibetana” que passa acima do rio.

Vulcão Tungurahua em atividade - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Vulcão Tungurahua em atividade – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

A

A “Puente Tibetano” no Parque Aventura San Martin – Foto: http://www.lunaruntun.com/

 

15 – Visitar o Lago Quilotoa

Quilotoa é um lago de 3km de largura e 250m de profundidade formado na cratera do vulcão homônimo.  A 160km de Quito, o lago com sua água verde e paredões monumentais compõe uma paisagem espetacular. É outro passeio que é possível fazer em um 1 dia de bate-volta a partir de Quito!

Lago Quilotoa - Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

Lago Quilotoa – Foto: Silnei L Andrade | Mochila Brasil

 

 

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comentários

21 Comments

21 Comments

  1. Laudelino moura

    11 de outubro de 2015 at 18:58

    Equador com a natureza preservada em Galápagos, seus vulcões, suas cidades históricas de Quito e Cuenca, com uma infraestrutura muito boa de estradas, hotéis e o prazer de seu povo em receber turistas, não perde nada para a Europa. GOSTEI DEMAIS É IMPERDIVEL PARA QUALQUER VIAJANTE, principalmente de quem aprecia a NATUREZA.

  2. Cinthia Goes

    31 de março de 2015 at 17:37

    Boa Tarde!

    Adorei o seu roteiro.!!…Vc pode me dizer em quanto tempo para conhecer os lugares indicados?

  3. Victor Constante

    29 de março de 2015 at 9:57

    Uma bela reportagem que mostra muitas das coisas boas que existem em Quito e no Equador. Sou equatoriano e atualmente moro no Río de Janeiro, e posso dizer que tem muito mais pra conhecer. Estarei retornando pro Equador em Junho e estarei âs ordens de para lhes-fornecer informação e qualquer ajuda de que precisem. O meu WA é 593 996053788.

  4. Emilene

    18 de novembro de 2013 at 22:40

    Excelente matéria ! Parabéns ! Gostaria de conhecer Quito, bem como vulcões. Será que no feriado de carnaval de 2014 é uma boa época ? Chove muito? Obrigada, abraços

    • Fernanda cabral alves

      25 de novembro de 2015 at 21:49

      Passei carnaval por lá, mas fui para o litoral numa ilha chamada Bolivar porque fomos numa bicicleteada. O ônibus fazia o acompanhamento e os lugares díficeis.Nada de chuva,muito sol de rachar e queimar mesmo. Em quito faz as 4 estações do ano num dia só, então se vai para Quito em algum momento do dia chove e às vezes é muito e também faz muito frio. Tem muita coisa para fazer,a chuva só dá prefuiça.

  5. Moreira Matos

    9 de junho de 2013 at 22:21

    As fotos são belíssimas. vale apena fazer turismo no Equador. Logo estarei visitando a bela cidade de Quito

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