América do Sul

Santana do Livramento – Brasil X Rivera – Uruguai: tudo junto e misturado

Hoje apresentamos o primeiro ponto do país que para nós foi ‘amor à primeira vista’, o Uruguai. Trata-se de Rivera, cidade que faz fronteira com a gaúcha Santana do Livramento.
Confesso que não sou daquelas pessoas que criam muitas expectativas sobre um destino, todos eles para mim, sejam como forem, aconteça o que acontecer, goste eu ou não, fazem parte da grande descoberta que é viajar; mas é inevitável imaginar…
Não havia lido nada sobre Rivera. Imaginei que ali seria uma fronteira como algumas que já cruzei (nas américas do sul e central): geralmente com filas, tensas e com aquela sensação de que a qualquer momento você pode ser passado pra trás em alguma questão (tipo ter que dar uma gorgetinha para o guarda deixar passar aquela falta de pingo no i do seu nome do passaporte, que só ele mesmo enxergou).
Surpresa! Santana do Livramento e Rivera são praticamente uma. Antes mesmo de declararmos à Polícia Federal do Brasil (Rua Silveira Martins, 1257) que saímos do país ou dar a entrada oficial no Uruguai através de seu departamento de Imigração, circulamos livre e tranquilamente pelo país vizinho. Minuto nele, minuto no Brasil. Minuto lendo nas placas, carniceria, minuto lendo açougue e muitos anúncios de ‘chivito’ em ambos os países, para agradar ao paladar de todos…
Ali é tudo tão junto e misturado que você vai se espantar com o português sem sotaque dos uruguaios (principalmente daqueles que lidam com os turistas). Mas como não podia deixar de ser, um marco símbolo da fronteira é a Praça Internacional, de um lado Uruguai, do outro Brasil, com direito as bandeiras e tudo.
E ali também pode ser uma boa opção para trocar seus reais por pesos uruguaios. Na praça, com os cambistas (em frente ao ‘camelódromo’) conseguimos a melhor cotação de toda a viagem: R$ 100 = 940 pesos. Numa instituição financeira local, a Indumex, a cotação foi R$ 100 = R$ 910 pesos.
Se você precisar, um dos cambistas o Renato, nos deixou o telefone: 55 9103-1514. Já a Indumex, fica na Avenida Sarandí, 496. Telefones: 55 4622-4585/3910.

Bandeiras dizem em qual país você está | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Bandeiras dizem em qual país você está | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

El Chivito, a pechincha e o jantar

Chivito é quase uma instituição no Uruguai, tem em todo o país e em todo restaurante. É um lanche, uma espécie de X tudo brasileiro, trocado o hamburguer por bife; acrescentando às vezes ovo cozido.
Havia tantas placas de ‘chiviteria’, tanto do lado brasileiro como do uruguaio, que confesso, foi a segunda pergunta que fiz ao recepcionista da pousada onde ficamos em Santana do Livramento. A primeira foi quanto custaria a diária. Resposta: R$ 120 o casal. Qual é o melhor preço que você pode fazer? (ainda do carro, pra dar aquela pinta de ‘ainda procuraremos outra’, embora já estivesse anoitecendo): R$ 100 o casal.
A pechinchada valeu! Com os R$ 20 que iria para a pousada, conseguimos jantar no restaurante uruguaio Mil y Una (na principal avenida da cidade a Sarandi): 2 super-bifões de Entrecot à napolitana mais uma porção de fritas custaram 200 pesos. A comida é boa e barata naquela região, tanto brasileira quanto uruguaia. E a carne, dispensa comentários!
Como de costume, não poderíamos deixar de experimentar uma cerveja local. A Patrícia já conhecíamos aqui mesmo do Brasil então fomos de Zillertal, uma espécie de Heineken uruguaia (120 pesos o litro, o mesmo valor da Stella Artois, também de litro). Aprovada!
Outra boa opção para comer é o Cambalache. A comida é farta e o atendimento muito simpático. Também fica na avenida principal, a Sarandi, 708.
Bem, a pousada em que ficamos hospedados foi a Solare. Ar condicionado, TV, frigobar, camão (box), banheiro espaçoso, estacionamento e um bom café da manhã, limpeza e um atendimento super simpático; a somente 400m de um dos maiores free-shops de Rivera, o Siñeriz.
Mais opções de hospedagem em Rivera e ou Santana do Livramento você encontra aqui.

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Encontramos o “Chivito” por todo o Uruguai | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

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Zillertal, a “tipo Heinekken”, resumiu a simpática atendente do bar em Rivera | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Ah os free-shops… não só ‘aS minA pirA’

Sim, a gente pira, mas como nosso orçamento é sempre apertado, a visita às lojas realmente foi pra matar a curiosidade (ok, eu trouxe um óculos escuro já que estou morando no Rio e o Silnei Andrade, autor das fotos da matéria, comprou uma Tequila reserva especial, mais aquele nojento Mezcal) e pra colher as informações pra você.
– Informações sobre os free-shops de Rivera – Uruguai você confere aqui.

O Seguro Carta Verde

Bem, empolgação para seguir à diante na viagem pelo Uruguai não faltava, mas nos faltava o Seguro Carta Verde. Sem o documento, você não consegue ‘dar a entrada’ no país e seguir a diante. Saindo de Rivera, seguindo pela Ruta 5, a poucos quilômetros fomos parados pela aduana uruguaia que nos perguntou até onde viajaríamos, nos pediu o Seguro e perguntou no nome de quem estava o carro. Só isso, nada mais, pelo país todo!
Ao saírmos de viagem não consultamos sobre o seguro na cidade onde estamos morando (Rio de Janeiro), tampouco na cidade onde morávamos (São Paulo, onde estão nossas agências bancárias). Decidimos tirar o seguro na fronteira. Ali mesmo conseguimos a informação de que o Banco do Brasil da cidade fazia o Seguro. Como era sexta-feira à noite, teríamos que pagar, sexta, sábado e domingo de hospedagem para então consultar a possibilidade no banco. Não há tanto o que se fazer por ali e R$ 300 certamente fariam falta mais adiante na viagem. Decidimos então procurar outra opção.
Na pousada ninguém sabia. Na Polícia Federal brasileira, ninguém sabia. Na Imigração uruguaia, o senhor Castro, muito solícito até ligou para o Hélio. “É ele quem faz o seguro por aqui”. Disse que se eu quisesse, ele chamaria o Hélio naquele momento e que em poucos minutos ele estaria por ali. Agradeci a atenção e eu mesma, no telefone uruguaio tive contato com o Hélio que me deu os preços do seguro.
Agradeci, peguei os contatos e não fechei negócio na hora. Tanta falta de burocracia e facilidade me deixaram desconfiada.
Na manhã seguinte, sábado, seguimos para o escritório do Hélio, que estava fechado. Ligamos e prontamente fomos atendidos. O Hélio, em pessoa, muito simpático, em 5 minutos nos fez o documento.

Quanto custa?
O valor do seguro depende do número de dias que você pretende ficar rodando por Uruguai, Argentina e ou Paraguai. Na Hélio Seguros por exemplo, os preços para uma semana, 15 dias e 1 mês eram de R$ 137, R$ 196 e R$ 266, respectivamente (em janeiro de 2013).
A Hélio Seguros fica na Rua João Goulart, 604 – Centro – Santana do Livramento – RS. Os telefones são o 55 3244-1760 e 55 9105-3072.
Já no Chuí (RS), outra cidade que faz fronteira com o Uruguai, há vários lugares para se fazer o seguro.
No Parque Nacional Cabo Polônio encontramos um viajante de Pirassununga, interior de São Paulo, que saiu do Brasil pelo Chuí e que ali pesquisou algumas opções de seguro. Optou pelo oferecido pela empresa Cesul/Magna Seguros, que fica na Rua Samuel Priliac, 620 – Chuí – RS. Telefones: 53 3265-2446 e 53 9943-0904.

Sobre o Chuí brasileiro, o Chuy uruguaio, sobre o incrível Cabo Polônio e outros destinos uruguaios, a gente fala nos próximos dias. Acompanhe!

A principal praça da cidade já foi chamada de 1 de outubro e Rio Branco, até que finalmente homenageou o herói nacional, Artigas (José Gervasio Artigas) | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

A principal praça da cidade já foi chamada de 1 de outubro e Rio Branco, até que finalmente homenageou o herói nacional, Artigas (José Gervasio Artigas) | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Inaugurada em 1891, a Paróquia Inmaculada Concepción de Rivera é Patrimônio Histórico Nacional | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Inaugurada em 1891, a Paróquia Inmaculada Concepción de Rivera é Patrimônio Histórico Nacional | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

O Mate, presente na vida dos moradores em todos os momentos, está por todas as partes | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

O Mate, presente na vida dos moradores em todos os momentos, está por todas as partes | Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

 

Em Santana do Livramento, animada noite de sexta-feira no CTG (Centro de Tradições Gaúchas). No Uruguai, a expressão

Em Santana do Livramento, animada noite de sexta-feira no CTG (Centro de Tradições Gaúchas).
No Uruguai, a expressão “Hacer una gauchada” (Fazer uma gauchada) é sinônimo de boa atitude, de gesto nobre.
Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

 

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comentários

8 Comments

8 Comments

  1. moraes

    1 de janeiro de 2015 at 9:51

    Gostei muito da reportagem da Claudia Severo… Parabéns!!!

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