Livros, Cinema e afins

10 livros para presentear apaixonados por viagem

O mercado editorial de viagem tem um vasto mundo pra nos oferecer. Seria um ‘viajar’ antes, durante e depois da viagem propriamente dita. São obras que informam, ajudam a planejar, inspiram, que fazem sonhar.
Nós levantamos 10 títulos que serão presente certo para aquele(a) amigo(a) apaixonado(o) por viagem ou pra você mesmo (a) se presentear.

1 – Na Natureza Selvagem

O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição.
Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas. Mergulha no mundo da cidadezinha rural, onde homens rudes bebem e conversam sobre o tempo e a colheita. Compara a história do jovem com a de outros aventureiros solitários que tiveram fim trágico.
O resultado é uma narrativa envolvente, por vezes amarga, em que os sonhos da juventude se transformam em pesadelo.
Inspirou o filme, homônimo, lançado em 2007.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

2 – Walden; ou, a vida nos bosques

A salvação do mundo e dos povos passa pela salvação do indivíduo, pelo respeito à liberdade individual e aos direitos à diferença e à diversidade – eis a lição suprema deste livro belíssimo e sábio que, dotado de uma juventude perpétua, nos ensina a amar a vida. Pelo seu dom de florir e frutificar o coração do homem, Walden ou a vida nos bosques é uma semente.

Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

3 – Verdes vales do fim do mundo

Antonio Bivar é um intelectual brasileiro importante e peculiar. Escritor, autor de diversas peças de sucesso, como a superpremiada Cordélia Brasil, Bivar participou intensamente da agitação inovadora dos movimentos de contracultura dos anos 60, 70 e começo dos 80. Participou à sua maneira, como se pode ver neste Verdes vales do fim do mundo, um texto de memórias precoces onde conta a sua estada de um ano e uma semana nos EUA e Europa (com residência em Londres), desfrutando o prêmio Molière de 1970, ganho com Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã. Por seu texto elegante, preciso e delicioso, este livro com as recordações de Bivar, muito mais do que um simples relato biográfico, acabou tornando-se um “cult” sobre as andanças e tumultos dos anos 70.
Verdes vales do fim do mundo é sobretudo um testemunho fundamental sobre o que Londres representou para a rapaziada do começo da década de 70, quando o sonho ainda não tinha acabado e havia uma sincera ilusão da fraternidade e o mundo era um quarto pequeno com aquecimento, ou somente uma mochila, ou, então, singelos baseados fumados sob as estrelas ao som de Jim Morrison, Hendrix, Janis Joplin, no encantado festival da Ilha de Wight. Dos lugares que passou, dos momentos que viveu, das pessoas que conheceu, há sempre um enfoque generoso e invariavelmente interessante. Verdes vales do fim do mundo situa uma época em que quem viveu vai curtir muito relembrar e quem não viveu certamente entenderá tudo; algo como, parafraseando o velho Eça, “éramos assim em 1971…”

Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

4 – Livre

Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação.
Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu. O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor.
“Minha caminhada solitária de três meses pela costa oeste teve muitos começos. Houve a primeira decisão repentina de fazê-la, seguida pela segunda resolução, mais séria, de realmente realizá-la e então o longo terceiro começo, composto de semanas de compras, empacotamento e preparação. Mas, na realidade, minha caminhada começou antes de eu sequer imaginar empreendê-la, mais precisamente quatro anos, sete meses e três dias antes, quando estava em um pequeno quarto da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, e soube que minha mãe ia morrer”, escreve a autora.
Bobbie, a mãe de Cheryl, era uma saudável vegetariana não fumante, que morreu aos 45 anos, exatos 49 dias depois do diagnóstico de câncer de pulmão. “Sempre soube que minha mãe havia partido muito jovem. Mas só agora, aos 44 anos, prestes a completar a mesma idade, é que me dou conta do quanto ela era jovem”, diz a autora. Seu pai era um homem violento, que saiu de casa abandonando a mulher com os três filhos, quando Cheryl tinha apenas seis anos, a irmã Karen, nove, e o irmão Leif, dois. “Nosso pai nos maltratava, era tirânico. Minha mãe era ‘minha heroína’, mas eu estava determinada a não seguir seu exemplo.”, conta a autora, atualmente mãe de dois filhos e feliz em seu segundo casamento.
O contato de Cheryl com a vida selvagem tem antecedentes. Ao completar 10 anos, sua mãe casou-se com Eddie, um carpinteiro trabalhador e amável, que levou sua família para morar numa casa rústica de madeira de sucata, construída por ele num pequeno lote de 40 hectares de terra na área rural de Minnesota. Não havia eletricidade, água corrente, telefone nem banheiro interno – nada, entretanto, que se comparasse ao que enfrentou na caminhada solitária em que se deparou entre ursos, cascavéis e pumas ferozes, sofrendo todo tipo de privação. Como se não bastassem a exaustão, o frio, o calor, a monotonia, a dor, a sede e a fome, Cheryl tinha ainda que enfrentar outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma.
“Minha mãe rejeitava a religião católica e não fomos criados sob nenhuma doutrina. Saí nessa experiência em busca de uma definição de Deus que explicasse a minha perda. Eu não sabia o quanto as duas coisas eram conectadas”, explica. Hoje, a caminhada na PCT é uma peregrinação anual. A cada ano, Cheryl refaz uma parte da trilha com o marido Brian e seus filhos. “As crianças adoram. Brincam dizendo que vão fazer ‘aquela coisa da mamãe’.”
“Meu principal desejo para meus filhos é o mesmo que minha mãe desejava para nós: que se sintam amados e sejam pessoas boas. A bondade é a mais importante das virtudes”, acredita Cheryl, que traça um retrato pungente do que a vida tem de melhor e pior. “Este livro é sobre como suportar o que não podemos suportar”, resume.
Inspirou o filme ‘Wild’, que tem estreia prevista para 2014.

Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

5 – Países que não existem

O que é um país que não existe? Como se vai a um deles? Neste livro o viajante Guilherme Canever relata suas viagens por lugares em que a história e os mais variados desdobramentos da política contemporânea transformaram em países, na África, Ásia e Europa, que não fazem parte das Nações Unidas.  Mais sobre, aqui.

 

6 – De moto pela América do Sul

Na garupa de uma moto, rumo à desconhecida América, este é o retrato exato do momento em que começa a se formar um mito. E, ao mesmo tempo que descobrimos indícios do grande revolucionário que iria se revelar, lemos o relato de um jovem como qualquer um de nós: pé na estrada, mochila carregada de sonhos.
Diário de viagem de Ernesto Che Guevara, que inspirou o filme Diários de motocicleta, lançado em 2004.

Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

7 – On the road

Sal Paradise é o narrador de On the road – pé na estrada. Ele vive com sua tia em New Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Ele é inteligente, carismático e tem muitos amigos. Até que em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento – de uma geração assim como dos personagens.
Inspirou o filme, On the road, lançado em 2012.

Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

8 – Os vagabundos iluminados

Considerado por muitos especialistas e fãs da literatura beat como o melhor romance de Jack “On the road” Kerouac, Os vagabundos iluminados (The dharma bums) conta a história de uma busca pela verdade e pela iluminação. O protagonista, Ray Smith, é um aspirante a escritor de San Francisco que anseia por algo mais na vida. Esse algo mais será apresentado a ele por Japhy Rider – um jovem zen-budista adepto do montanhismo que vive com um mínimo de dinheiro, alheio à sociedade de consumo norte-americana.
Em meio a festas, bebedeiras, garotas, jam sessions, saraus poéticos, orgias zen-budistas e viagens, Os vagabundos iluminados – lançado nos Estados Unidos em 1958, apenas um ano após o estouro de On the road, e somente agora publicado no Brasil – é, sem dúvida alguma, uma obra à altura da sua irmã mais famosa. O estilo turbinado, superadjetivado e livre de Kerouac exala doses nunca vistas de humor, sabedoria e contagiante gosto pela vida. Temos aqui uma geração beat mais beatífica, mais otimista e mais tranquila. Em suma: mais iluminada.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

9 – O Enigma do Coronel Fawcett

Em ‘O enigma do Coronel Fawcett’: o verdadeiro Indiana Jones, lançamento da Geração Editorial-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal se dedicou a instigante tarefa de contar a biografia desse explorador, bem como as impressões sobre os lugares por onde passou. O livro detalha a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários.
Não confundir com o explorador norte-americano, Hiram Bingham, que mostrou as ruínas de Machu Picchu, para o mundo e que também é considerado o ‘verdadeiro’ Indiana Jones.

Foto: Reprodução.

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10 – Algum título do Sérgio Beck

Para ilustrar essa matéria, escolhemos publicar a sinopse do ‘Convite à aventura’
A exploração, pela mídia, dos esportes de aventura (servindo-se de corridas, rapel, arvorismo, tirolesa e outras bobagens-que-parecem-aventura-mas-não-são, apenas como assunto para o esporte espetacular ou para o noticiário da noite) lança sobre os interessados a impressão de que só se consegue praticar aventura em eventos organizados. Ou sob a supervisão de “guias”, “monitores”, “organizadores”, e outros profissionais do ramo. A comercialização desdes mesmos esportes, pelas agências de eco-turismo e guias particulares, também procura pintar a aventura como um bicho de sete cabeças, para que você nem pense em sair de casa sem um guia a tiracolo. Os (raros) acidentes divulgados pelo noticiário, só tendem a confirmar esta impressão. E como funciona! Pois as pessoas realmente têm medo do desconhecido, de se perderem, de se verem vítimas do inesperado, longe da cidade.No entando, aventuras são uma coisa muito simples, espontânea, natural… Basta jogar dentro de uma mochila, um pouco de roupa, saco de dormir, barraca, água e comida, bússola e mapa – e sair por aí a acampar. Nada muito fora do comum. Mas é preciso conhecer as técnicas, familiarizar-se com os perigos, e saber no quê está se metendo.Este livro busca resgatar o espírito de aventura, o saudável impulso de explorar as trilhas selvagens (ou nem tão selvagens) de nossas montanhas, florestas e parques. Mais do que simples esporte ou recreação, sair por aí – a pé, ou de bicicleta, de canoa, a cavalo – é uma forma de dar vazão ao seu lado selvagem, reforçando a auto-estima e sua auto-confiança. De sair da rotina, liberta-se da mesmice do dia a dia, e descobrir suas melhores qualidade. De redescobrir, enfim, sua própria coragem – em vez de continuar sendo simplesmente um espectador de proezas alheias.
O Livro de primeiros socorros; O Livro de Cozinha do Excursionista Faminto; O Livro de Estrelas do Excursionista Sonhador ou O Livro de Orientação do Excursionista Perdido são algumas opções.

Foto: Reprodução.

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Com sinopses de Skoob.
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comentários

13 Comments

13 Comments

  1. Peterson Rodrigues

    22 de maio de 2015 at 22:52

    Já tenho Into the wild. Livre e On the road já estavam na minha lista. Os demais não conhecia… Ótimas dicas 🙂

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