Mochilosfera

Conheça o blog ‘Raffa no Caminho’ num bate-papo com seu autor

Se você gosta de natureza, cheirinho de mato, céus estrelados e companhia de bons amigos vai se identificar com o blog ‘Raffa no Caminho’. Criado pelo viajante Rafael Gonçalves Pereira, 36, o blog traz dicas, informações e conta as experiências de viagem dele pelo Brasil e pelo mundo, servindo de inspiração pra muita gente.
Confira nosso bate-papo pra conhecer mais sobre o blog e o autor e acompanhe-o no site  e na fanpage no Facebook.

MB – Raffa, qual foi sua primeira viagem independente (para que local e quando)?
Minha primeira viagem independente foi para Visconde de Mauá, em 1992.

MB – Você fez essa viagem sozinho ou acompanhado? Se sozinho, qual foi sua maior dificuldade e qual foi o ponto mais positivo em fazê-la? Se foi acompanhado, o que vê de positivo nisto?

Essa foi a minha primeira viagem sem meus pais, nunca tinha ouvido falar do local e fui a convite de amigos. Na época o máximo de informações vinha do Guia 4 Rodas (que era caro para um menino de 16 anos) e ir com amigos que já conheciam o local, foi bem proveitoso.

Raffa em um dos pontos da Serra Fina | Foto: Arquivo pessoal

Raffa em um dos pontos da Serra Fina | Foto: Arquivo pessoal

MB – Qual foi sua viagem mais marcante e por que?
Já fiz várias, mas a que me marcou como conjunto: paisagens, pessoas, tempo longe de casa e dos amigos, histórias e experiências foi o Caminho de Santiago.

MB – Há uma área no seu site, intitulada “Raffa, a origem” que me chamou bastante atenção. Você já viajava desde bebezinho com seus pais. Eles foram mochileiros e  sua maior influência?

Meus pais eram campistas e faziam viagens próximas de São Paulo, com certeza deviam ter um pouco do espírito mochileiro. Tiveram influência sim, foi graças a eles que me acostumei a acampar, não ligar para luxo, não reclamar de insetos e gostar de estar na natureza.

Raffa e a mãe, numa foto de 78 enquanto viajavam em família pelo litoral de São Paulo | Foto: Arquivo pessoal

Raffa e a mãe, numa foto de 78 enquanto viajavam em família pelo litoral de São Paulo | Foto: Arquivo pessoal

MB – Dentro de um destino o que mais lhe atrai? (Esportes de aventura, balada, história/cultura, trilhas etc). Por que?

Acho que eu intercalo um pouco de tudo, às vezes quero fazer aquela trilha na qual você não vai ver uma alma ou passar perrengue em uma montanha e depois quando voltar, “tomar umas” em uma balada. Mas a preferência sempre é por trilhas e lugares com muita natureza envolvida.

MB – O que levou você a contar suas experiências de viagem na internet? Quando isso começou?

Começou em 2003 quando conheci o Mochileiros.com. Joguei o velho e frio guia 4 rodas e comecei a interagir e conhecer outras pessoas que gostavam do que eu gosto de fazer. Primeiro comecei só postando fotos, tirava, revelava e depois escaneava para postar no antigo multiply. Depois achei injusto ler relatos de outros viajantes e não trocar experiência e comecei a escrever também.

MB – O que não pode faltar na mochila do Rafa?

Quem estão sempre comigo são as botas, a barraca, o ipod, a câmera e dependendo da viagem, um vinho.

MB – Qual é o seu maior sonho relacionado ao tema viagem?

Meus sonhos sempre foram Machu Picchu e o Caminho de Santiago, realizados. Agora, penso em uma viagem longa, sem data prevista para retorno, América Latina ou Europa.

MB – Qual lugar você já visitou mais que uma vez e sempre que pode está por lá? Por que?

Um lugar que eu já fui mais de 25x foi São Thomé das Letras em Minas Gerais, acho que porque lá tem tudo que eu gosto: trilhas, cachoeiras, por do sol, energia, comida boa, custo baixo e a noite para curtir.

MB – Quase todo mundo que escreve sobre viagem recebe mensagens do tipo: “também quero iniciar ‘nessa vida’ [viajante]”. Quais são seus principais conselhos para quem tem o sonho de botar a mochila nas costas e conhecer o mundo mas ainda não começou?

Vá com coração e mentes abertas, deixe em casa suas preocupações, mau humor, o conforto, preconceitos e esteja sempre disposto para dormir tarde e acordar cedo.

MB – O nome do seu blog tem alguma relação com a viagem pelo Caminho de Santiago, ou seria por que qualquer um de nós pode esbarrar com você por aí numa viagem? A experiência no Caminho de Santiago, sonho de muitos viajantes, lhe trouxe o que em especial? Qual foi a maior experiência/ensinamento/exemplo você extraiu dela? É de fato uma viagem diferente? Trouxe pra você algo a mais do que uma maravilhosa travessia em exuberante natureza aqui pelo Brasil mesmo, por exemplo?

O nome do blog tem duplo sentido, por ter eu feito o Caminho e estar no Caminho.

O Caminho começa quando você tem a intenção de fazê-lo e também não termina quando você chega a Santiago ou Finisterre. Ele continua. Muitas vezes você para e seu pensamento está lá em alguma estrada ou mesa com outros peregrinos.
Como destino, você convive com pessoas do mundo inteiro, várias histórias e personalidades, paisagens diferentes, hora você está em campos de trigo ou uva, outra em frente a Castelos ou construções de Galdi. Todo mundo se ajuda, compartilha um vinho ou um jantar, sentem saudades como você sente da sua casa, uma hora estão de cara amarrada, outra com sorriso no rosto. E é como nossa vida, pessoas entrando e saindo como se fosse uma porta e cada dia você em um lugar diferente. Umas marcam outras não. Uma coisa que trouxe de lá novamente, foi a fé. E minha intenção de fazer o Caminho não era religiosa.
Sempre fui católico não assíduo e nem concordo muito com a Igreja, mas tive problemas na minha perna no 14º dia, fiquei bem preocupado, inclusive com o exame, pedi bastante para o Caminho, para Santiago e para Nossa Senhora Achiropita e 7 dias depois, estava caminhando 100% novamente.

Rafael, ou Raffa na cidade espanhola de Cebreiro, à caminho de Santiago | Foto: Arquivo pessoal

Rafael, ou Raffa na cidade espanhola de Cebreiro, à caminho de Santiago | Foto: Arquivo pessoal

MB –  Muitos viajantes sonham com grandes travessias e alguns colocam empecilhos para dar o primeiro passo. O que você poderia dizer para incentivar essas pessoas a terem a coragem que falta?

Para fazer grandes travessias é preciso não ser sedentário, esquecer o conforto, ter paciência com dificuldades, ter companheirismo e o principal, respeito com a natureza e com sua vida. Depois que você conseguir ter tudo isso, se prepare para paisagens fantásticas.

MB – Outra coisa que a gente vê nas suas viagens também, é a presença de amigos. Um grupo. Você prefere viajar em grupo? Se sim, por que?

Já fiz trilhas solo, mas, o lema do meu blog por muito tempo foi “a felicidade só é real quando compartilhada” . Quem não gosta de estar perto dos amigos nos lugares que ama e nos momentos que está mais feliz ?!? É claro que tem lugar que não dá para levar muitos…

MB-  Além do blog, você tem outros canais de comunicação com seus leitores?
A fanpage do blog no Facebook é a https://www.facebook.com/Raffanocaminho

Na foto que abre o bate-papo: Raffa no Pico das Prateleiras, no Parque Nacional de Itatiaia | Arquivo pessoal.

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