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Arquipélago de Alcatrazes será aberto para visitação


[Atualizado em 16/09/2017 para acréscimo de informações]
Pouco conhecido e com forte potencial turístico, o Refúgio de Vida Silvestre (RVS) do Arquipélago de Alcatrazes, localizado em São Sebastião, litoral norte paulista, será aberto para atividades de mergulho recreativo e passeio embarcado para observação da fauna.
Segundo o ICMBio serão instaladas 10 poitas no RVS para o turismo de mergulho. Em cada âncora serão permitidos no máximo 20 mergulhadores e será sempre acompanhado por um profissional.
A Portaria de Autorização para Visitação em Alcatrazes e um acordo de cooperação com a SOS Mata Atlântica será assinada no dia 13/09 na Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.
A partir da publicação da portaria, s empresas de turismo e profissionais autônomos interessados, que atenderem os pré-requisitos estabelecidos no documento, poderão se cadastrar para prestar serviços de visitação no Refúgio. A perspectiva é que no início de 2018 o turismo no local esteja já em funcionamento. “O turismo em Alcatrazes é uma antiga reivindicação de vários setores locais, que possibilita a apropriação e a valorização pela sociedade desse importante patrimônio natural”, argumenta a chefe do Núcleo de Gestão Integrada de ICMBio Alcatrazes, Kelen Luciana Leite.
Segundo ela, a criação do refúgio de Alcatrazes representa o fortalecimento do ecoturismo no litoral de São Paulo, em especial para os municípios de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba, Bertioga, Guarujá, São Vicente e Santos, que juntos possuem uma expressiva frota de embarcações de esporte e recreio.
A demanda por visitação ao Arquipélago de Alcatrazes é histórica, remonta à década de 90, quando foram iniciadas ações em prol da criação do Parque Nacional Marinho dos Alcatrazes, que propunha o aumento da área marinha protegida e a implantação do ecoturismo como opção para o desenvolvimento sustentável regional. Apesar da expectativa para o turismo no arquipélago, atividades com esta finalidade nunca ocorreram devido a restrições relativas à Estação Ecológica (Esec) Tupinambás (categoria de unidade de conservação que não permite a visitação pública) em algumas áreas, bem como por determinação da Marinha do Brasil, que em função de seus exercícios militares (que atualmente ocorrem na ilha da Sapata), interditou a navegação na região de 1998 até 2008.

Vista de área do arquipélago | Foto: Divulgação/ICMBio

O refúgio é gerido de forma unificada com a Estação Ecológica Tupinambás, compondo o Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Alcatrazes. Nas duas unidades foram registradas 1.300 espécies, sendo que 93 delas estão sob algum grau de ameaça de extinção. Além das ameaçadas, o arquipélago dos Alcatrazes abriga espécies endêmicas e possui a fauna recifal mais conservada e biodiversa do Sudeste e Sul do Brasil, sendo também área de reprodução e crescimento de espécies de valor comercial para o setor pesqueiro. Regionalmente é reconhecido como patrimônio natural, referência de paisagem para a população, além de abrigar sítios arqueológicos e importante patrimônio histórico.
Abriga também um dos maiores ninhais do país com nidificação de fragatas, atobás e gaivotões. Estão protegidas em Alcatrazes 259 espécies de peixes, destacando-se a garoupa, o tubarão-martelo, entre outras, e ocorre ainda presença considerável da-tartaruga-de-pente e da tartaruga-verde, ambas ameaçadas de extinção. Na região há intensa ocorrência de baleias e golfinhos, sendo ao todo 10 espécies registradas para o arquipélago.
A vegetação do arquipélago é caracterizada por áreas de mata atlântica e campos rupestres, e já foram encontradas 320 espécies de flora. Além de exuberante beleza e expressiva biodiversidade, o arquipélago de Alcatrazes faz parte do patrimônio arqueológico, histórico e cultural da região. Os paredões graníticos de 316 metros de altura no meio do oceano impressionam os navegantes por sua beleza, e suas águas com boa visibilidade e grande quantidade de vida marinha são um convite ao mergulho contemplativo.

Foto: Alexandre Costa/Divulgação ICMBio.

Algumas das proibições estabelecida pela Portaria de Visitação

• Utilizar produtos de higiene e cuidados pessoais tais como sabonetes, xampus, cremes de cabelo, óleos bronzeadores e outros, excetuando-se aqueles destinados à proteção solar
• Portar petrechos de pesca, salvo aqueles destinados à salvaguarda da vida humana, assim considerados pela Marinha do Brasil
• Descartar qualquer tipo de resíduo sólido ou líquido, inclusive orgânico, bem como descartar diretamente efluentes sanitários ou acionar bombas e sistemas de esgotamento de tanques de retenção de efluentes das embarcações
• Acionar buzinas e outros sinais sonoros, bem como utilizar equipamentos sonoros coletivos e instrumentos musicais diversos dentro do perímetro de uma milha náutica (1,8 km) das ilhas, exceto em condições necessárias à segurança de navegação, como visibilidade restrita.
• Preparar alimentos que possam atrair as aves das unidades de conservação, a exemplo de churrascos
• Alimentar a fauna silvestre
• Desembarcar em qualquer ilha ou formação do arquipélago
• Tocar nos costões rochosos, perseguir, tocar ou apanhar quaisquer organismos marinhos, retirar ou coletar qualquer material (conchas, pedras, dispositivos de pesquisa experimental etc.)
• Mergulhar com cetáceos ou outros animais marinhos que possam oferecer risco ao visitante.

Clique aqui para conhecer a portaria que estabelece as regras de visitação.

Com informações do ICMBio.

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