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Mochileiros começam a visitar Maldivas e preocupam extremistas religiosos

O pequeno país situado no Oceano Índico tem mais de 1.196 ilhas (destas, somente 203 habitadas) e nos últimos 5 anos vem se abrindo lentamente ao público mochileiro. Maldivas é um dos destinos mais exclusivos do mundo e há décadas tem uma política deliberada de manter as portas abertas aos turistas ricos, principalmente ocidentais. Resorts, lanchas luxuosas e hidroaviões particulares fazem parte do cenário de belezas tropicais, areia branca e mar de águas transparentes. Os turistas podem ficar espalhados pelas 993 ilhas inabitadas, separados da população muçulmana local.
Nas ilhas para turistas é permitido comer carne de porco, ingerir bebida alcoólica ou ter sexo antes do casamento.

Maafushi | Foto: - J.S.K photo impressions

Maafushi | Foto: – J.S.K photo impressions

De acordo com reportagem publicada no jornal australiano The Sidney Morning Herald, atrair mochileiros tem preocupado extremistas religiosos. Mochileiros têm outro perfil de viajante: podem até se isolar um dia numa ilha paradisíaca, mas querem estar no meio dos locais para conhecer seus costumes, viver um pouco como eles, beber da sua bebida, comer da sua comida, não aquela preparada pelo chef do resort…

Praça da ilha Maafushi | Foto: Phil_James

Praça da ilha Maafushi | Foto: Phil_James

Daí a preocupação dos extremistas: turistas nas ilhas habitadas. “Maldivas é um país muçulmano, que sempre apoiou a ideia de que a indústria do turismo deve ser separada das ilhas habitadas”, ressalta Mauroof Hussain, vice-presidente do partido conservador Adhaalath. De acordo com Hussain, “coisas como nudez não são aceitáveis em um lugar onde as pessoas vivem. As pessoas se queixam de que eles estão rezando na mesquita e nos arredores há turistas de biquíni”.
Por outro lado, outros setores consideram ridículas as colocações do partido conservador.

Vista aérea da capital, Male | Foto: Shahee Ilyas

Vista aérea da capital, Male | Foto: Shahee Ilyas

Na capital Male, casas simples já começam a oferecer quartos modestos para mochileiros e há pequenos hotéis oferecendo alojamento básico em suíte por USD 30 a noite. É barato? Para Maldivas é. Os resorts mais baratos custam cerca de 10 vezes isso, fora os estratosféricos preços de comida e bebida.
“Os maldivos são muito acolhedores. Não são eles que querem a ‘separação’, mas o governo e alguns empresários”, relata Ibrahim Mohamed, que começou a converter algumas propriedades em hospedagem. “O sistema de pousadas é bom para que as pessoas consigam dinheiro e que ele não chegue somente aos empresários ricos”.
Maafushi é a ilha habitada com o maior número de alojamentos no país. As guest houses oferecem além da cama e café, passeios que incluem atividades como mergulho, pesca, esportes náuticos entre outros.

Ao fundo, a ilha de Vandhoo | Foto: Mohamed Malik

Ao fundo, a ilha de Vandhoo | Foto: Mohamed Malik

‘Ali por perto’, outros destinos mochileiros: Índia, Sri Lanka, Tailândia… para completar o roteiro, ou fazer um mochilão diferente já dá pra pensar em inserir alguma das ilhas Maldivas. De repente dá pra reservar algumas noites em Male ou Maafushi e partir em uma balsa para algum pedacinho de paraíso. São mais de 1.000!

A imagem que abre o post é de um dos pontos da ilha Maafushi, foto de Ahmed Riyazi Mohamed.

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comentários

30 Comments

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  1. Ana Lúcia

    27 de novembro de 2013 at 19:57

    Acho que tem alguns equívocos nesta matéria. Estive lá há alguns dias e o povo é super hospitaleiro. Não é possível ficar nas ilhas não habituadas, pois não há transporte fácil até elas. Não podemos dizer que são intolerantes com outro povos pois há muitos estrangeiros vivendo lá. Em Malé há lojas de souvernis e restaurantes ” ocidentais” , o que mostra que os caras querem reçeber turistas. É um paraíso, que deve ser conservado, e claro, respeitado

    • Claudia Severo

      Claudia Severo

      28 de novembro de 2013 at 14:35

      Oi Ana Lúcia! Obrigada por sua participação. Puxa, deve ter sido uma viagem incrível!
      Bem, nós infelizmente ainda não fomos às Maldivas e citamos a reportagem publicada no The Sidney Morning Herald. Há que se levar em conta que, se uma ilha possui um (ou mais) resort(s) não quer dizer que ela seja “habitada”.
      Se você quiser dividir sua experiência conosco e outros viajantes, seria bem legal :). Fica o convite para, se você achar interessante, postar um relato no http://www.mochileiros.com/relatos-de-viagem-f56.html
      Abraço!

    • Simone

      28 de novembro de 2013 at 8:23

      Daí gostaria de ser a sua cara quando a polícia religiosa se prender sem direito a nada. Inclusive pegam seu passaporte para que não fuja do local.

    • Paulo Almeida

      27 de novembro de 2013 at 17:28

      E para Surfar Marcos Grosche , o que vc recomenda? Tem como surfar nas maldivas sem estar nos resorts ?

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