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Trilha de 90Km é nova opção na região Norte do Brasil


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou caminhada inaugural da Trilha Chico Mendes, na Reserva Extrativista Chico Mendes, no sul do Acre. Com cerca de 90 quilômetros, o percurso atravessa as belezas da Floresta Amazônica e mostra de perto a realidade de quem vive dentro da reserva.
Entre os dias 17 e 21 de agosto, um grupo técnico formado por seis pessoas foi reunido para não apenas dar os passos iniciais no atrativo, como também de analisar o trajeto, identificar as melhorias que precisam ser feitas e também as oportunidades e desafios para consolidação da trilha.

Reserva abrange 7 municípios | Foto: Reprodução Google Mapas.

Experiência única

Durante o trajeto é possível contemplar a natureza, ver de perto a exuberante flora da Amazônia e, com olhar atento, flagrar espécies da fauna nativa, como macacos, cutias e diversas aves. O grande diferencial dessa travessia, entretanto, não está só no que se vê, mas no que se escuta e vivencia. Os pernoites são feitos em casas de moradores ao longo do caminho, uma grande oportunidade para ouvir histórias de seringueiros que lutaram pela criação da reserva, alguns ao lado do próprio Chico Mendes; experimentar a culinária simples e saborosa de quem planta e caça o que come; ou mesmo escutar relatos de encontros com onças.
Porém, nem só de belezas, é feito o percurso. Também no caminho estão áreas desmatadas e pastos que colocaram a floresta abaixo. O visual nada atrativo, entretanto, funciona como um apelo urgente. A Floresta Amazônica cai e o turismo pode ser uma força extra para combater o avanço do desmatamento dentro da reserva. É o que espera
o analista ambiental Fernando Maia, principal responsável por tirar a trilha do papel.
De acordo com ele, as associações de moradores ficarão encarregadas de fazer o mapeamento das áreas interessantes ao turismo dentro de suas zonas. No interior da reserva, moram aproximadamente 2.300 famílias distribuídas em colocações ao longo dos 970 mil hectares da unidade de conservação. A ideia é criar outras oportunidades para desenvolver o potencial turístico da unidade.

Visitação somente com guias locais

Mesmo com o reforço na sinalização do percurso (que tem como marca registrada uma pegada com o corte típico feito na seringueira e o pote embaixo para recolher a borracha) a trilha deve ser feita obrigatoriamente na companhia de guias locais.

Para mais informações sobre o percurso clique aqui.

Com informações de ICMBio, Wikiparques e Observatório de Unidades de Conservação do WWF (páginas nas quais você pode obter mais informações sobre a trilha e a RESEX).

A foto (da home) que traz até este post é da extração de látex de uma Seringueira. Foto de Eduardo Duarte e está sob licença Creative Commons.

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